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Críticas

Zema, os salários e seus planos no poder

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Naldi Joviano dos Santos
Belo Horizonte 

"O governador Zema enviou um projeto de lei reajustando o seu salário, o salário de seu vice e o salário dos secretários e dos secretários adjuntos, em quase 300%. Esta é mais uma aberração de Zema. Até hoje, ele continua lendo a cartilha do Fujão.





Vejamos:

Quando na campanha em 2018 disse que era a favor da alternância de poder. Candidatou e foi reeleito. Antes era contra os 'puxadinhos'. Nomeou todos os seus secretários como conselheiros em todas as estatais. Alega, fundamentando o seu projeto de lei, que precisa manter e atrair os melhores técnicos para o governo. Alguém conhece os secretários de Estado? Seguramente que não. Agora ele vem e diz que o reajuste (absurdo) é para recompor perdas desde 2007. Ok. Ele vai pagar os ex-governadores, já que se trata de correção inflacionária?

Em seu primeiro mandato, Zema passou todo o tempo criticando administrações anteriores e brigando com o então presidente da Assembleia, Agostinho Patrus, deputado honrado e respeitado por todos os parlamentares e tentou enfiar goela abaixo o Regime de Recuperação Fiscal. Brigou, inclusive, com o seu vice – Paulo Brant, tal qual o 'Fujão'.

O que nós podemos dizer a este infeliz é que quem se aposentou antes de 2003 ficou sem reajuste de 2010 a 2021. O Zema deu uma esmola de 10,06% para os servidores, considerando apenas a inflação de 2021, deixando para trás a inflação de 2019 e 2020 e a dos anos anteriores. 

Zema, que em uma entrevista à CNN disse à reporter que lhe perguntou: 'você me ouve', governador, e ele respondeu 'ouvo sim'. Recentemente perguntou a uma repórter, em uma entrevista a uma rádio de Divinópolis, se a Adélia Prado trabalhava na rádio. Este cara quer se candidatar a presidente, numa leitura errada de que 'quem for candidato a presidente, se ganhar em Minas, ganha a eleição'. Ele é mineiro, mas isso não o credencia a ser candidato a presidente.

Ele está cooptando os deputados, montou o seu 'centrão' mineiro e até está criando secretarias para acomodar seus apaniguados, tal qual fez o Fujão lá em Brasília."