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CATAR E BRASIL

Leitor traça paralelo entre a Copa e as eleições

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Humberto Schuwartz Soares
Vila Velha – ES

“A Fifa é o órgão máximo do futebol. Tem suas rigorosas regras objetivando organização, imparcialidade, lealdade, lisura, transparência, disciplina, respeito e, para dirimir lances polêmicos, o VAR, pois o objetivo maior do esporte é o congraçamento entre os povos. As seleções que disputam a Copa no Catar estão lá por mérito nas disputas regionais, por sobrepujar os seus adversários.




 
O processo eleitoral brasileiro, ápice da democracia, é algo semelhante ao da Fifa para a Copa do Mundo, tendo como organizador e controlador o STF e como VAR, para dirimir falhas, o Senado, mas que, infelizmente, está omisso. No Brasil, para a recente eleição presidencial, foram 11 os candidatos (Ciro Gomes, Eymael, Felipe D’Ávila, Jair  Bolsonaro, Leonardo Péricles, Lula, Padre Kelmon, Simone Tebet, Sofia Manzano, Soraya Thronicke e Vera Lúcia). Após o primeiro turno – nenhum deles conseguiu 50% + 1 dos votos –, veio o segundo turno com os dois mais votados: Jair Bolsonaro e Lula.
 
Agora, passamos a abordar os dois candidatos para o segundo turno. Jair Bolsonaro, obscuro candidato em 2018, por um milagre divino sobreviveu a uma facada, se sobressaiu e venceu as eleições. Tomou posse em 2019, fez algumas reformas (Previdência e trabalhista); em 2020, o pesadelo da pandemia a assolar toda a Terra; e, em 2021, o palanque político da COVID para atazaná-lo, assim como partidos políticos através do STF (em vez da Câmara ou do Senado, que seria o fórum normal). Lula, eleito presidente em 2002, tomou posse com uma pequena bagagem, comprou um brinquedinho novo (Airbus) e viajou bastante, sobreviveu ao mensalão, foi reeleito em 2006, beneficiou ditaduras com empréstimos subsidiados pelo BNDES (em detrimento a empresas brasileiras – a Varig até faliu), edificou estádios para a Copa em 2014 e tivemos aqui os Jogos Olímpicos em 2016, sem concluir as obras benéficas contidas na inscrição à Fifa e ao COI (com estádios superfaturados). Não fez nenhuma reforma, não concluiu o sorvedouro de recursos na Refinaria Abreu Lima nem a transposição do Rio São Francisco para beneficiar o Nordeste. Foi duplamente condenado em três instâncias a 22 anos. Pouco parou em Brasília, mas, ao deixar o governo, em 2011, sua bagagem foi transportada por 11 caminhões-baús, sendo um deles climatizado para os vinhos estrangeiros.
 
Agora, voltemos ao segundo turno. Desde sempre nas redes sociais e em tudo mais, o organizador e controlador das eleições, numa clara imparcialidade, abençoava, venerava, facilitava e amaciava para um e, para o outro candidato, amaldiçoava, censurava, importunava, dificultava, proibia e multava. O ponto culminante foi a propaganda eleitoral paga pelo Tribunal Superior Eleitoral para o candidato amaldiçoado, mas 1,253 milhão de inserções não foram divulgadas pela mídia (radiofônica e televisiva), numa significativa influência no resultado eleitoral, que redundou na nomeação do abençoado eleito. Diante da irregularidade de tamanho vulto e a imparcialidade dominante, em nome da democracia, o certo seria, a exemplo do que aconteceu recentemente na Alemanha, imediatamente anular o segundo turno e providenciar o terceiro turno. No entanto, ignorando as irregularidades, o abençoado foi diplomado no dia 12 de dezembro.”