Wandir Pinto Bandeira
Belo Horizonte
“Marcado pelo destaque alcançado entre os ‘professores’ que tiveram a honra e oportunidade de treinar a equipe de futebol do Atlético, o técnico Cuca, pelos títulos nacionais e internacionais conquistados em memoráveis jornadas, sobressaiu-se de maneira brilhante em meio a todos eles. Contudo, nunca ao fim de cada compromisso deixa acertada a renovação de um novo compromisso para o ano seguinte, arrumava sua bagagem vitoriosa e partia de volta ao Paraná, seu estado natal, deixando até mesmo de desfrutar das glórias imediatas de suas conquistas. Atitude um pouco estranha, mas que se respeita. Tentou-se, no intervalo entre suas saídas e retornos, preencher a vaga com outros treinadores, incluindo experiência com estrangeiros, mas sem alcançar o objetivo almejado: vitórias, projeção e títulos. Novamente, a história se repete, Cuca se despede, desta vez sem a glória e o brilho alcançados em jornadas anteriores, mas sua passagem pelo Clube Atlético Mineiro estará gravada em letras indeléveis que jamais se apagarão. Siga em paz, Cuca, cabeça erguida de guerreiro que não se deixa abater, seja feliz. Registro, nesta oportunidade, o esquecido nome do treinador uruguaio Don Ricardo Diez, cuja passagem pelo Atlético ficou marcada pela conquista do primeiro tricampeonato mineiro (1952, 53 e 54), desafiante tabu que até então perseguia a trajetória alvinegra pelo Campeonato Mineiro.”