Jornal Estado de Minas

crianças e adolescentes

O papel da educação no desenvolvimento emocional

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Anna Paula Jorge Jardim e
Valéria Alves da Silveira
Belo Horizonte


“Falar sobre educação é falar do importante papel que exerce na construção do ser humano e no desenvolvimento da sociedade. Ela permeia o desenvolvimento físico, mental e emocional do indivíduo.



Seja em casa ou na escola, pensamos na construção das aprendizagens por meio das habilidades que contribuem para nosso crescimento humano. Como sujeitos em sociedade, devemos aprender a colocar em prática as melhores atitudes para tomar decisões de maneira responsável.

Considerando-se os conflitos emocionais que surgem no mundo contemporâneo, percebemos uma busca significativa do ser humano por orientações que possam contribuir para o fortalecimento psicológico. E isso é de extrema importância. Entretanto, não podemos esquecer que todos os processos, antes de tudo, passam pela educação.

Diante desse contexto, qual é, então, o papel do ensino básico formal?

Somente a educação é capaz de modificar o presente e dar sentido ao futuro. Para além de ocupar a mente com novas ideias, a educação permite que crianças e jovens desenvolvam o autoconhecimento e tornem-se pessoas mais críticas. Dessa forma, torna-se evidente o papel da escola na vida de todos.



A educação básica favorece a saúde emocional do sujeito, pois desenvolve habilidades socioemocionais, inclusive previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – documento norteador do currículo da educação básica. A instituição escolar promove contextos que ajudam o aluno a demonstrar emoções de maneira saudável.

Citando Leandro Karnal, ‘é no conhecimento que existe uma chance de libertação’, entendemos que a educação nos capacita a ser os transformadores da nossa própria vida. Dessa forma, a educação não pode ser desvinculada do desenvolvimento emocional, na medida em que é por meio dela que podemos fazer a diferença no mundo.

Portanto, nosso papel como educadores é fortalecer o estudante no processo de gestão emocional. É preciso entender que não há uma receita a ser seguida, mas também é importante estarmos cientes de que as relações contribuem para reconhecermos as fraquezas e os gostos. Com isso, esses laços devem basear-se no respeito, sem julgamentos.”

* Vice-diretoras do Colégio
Nossa Senhora das Dores
Brasil
Leitor fala quem realmente manda