Humberto Schuwartz Soares
Vila Velha – ES
“Seis empresários (Afrânio Nogueira, Cristiana Arcangeli, Gabriel Rocha Kenner, João Apollinário, Luciano Hang e Sebastião Bomfim), numa descontraída troca de mensagens no WhatsApp, típica de roda de chope, que vazou. Um deles mencionou que ‘preferia um golpe à Lula na Presidência’. O que aconteceu? Alexandre de Moraes, ministro do STF, soube e, em nome da segurança nacional, acionou a PF para mandados de busca e apreensão, bloqueio das contas bancárias e redes sociais, tomadas de depoimentos e quebra de sigilo bancário objetivando abrir inquérito no STF contra os empresários, sem que, constitucionalmente, tenham foro privilegiado. Lembram-se? Em 2019, o cuidadoso ministro Fachin pôs por terra seis anos dos processos em Curitiba com duas condenações em três instâncias, ocorrido em jurisdição indevida, daí transferi-los para Brasília. O bicondenado, envolvido na maior corrupção da face da Terra, e sujo pela Lei da Ficha Limpa, está limpo, é candidato com real chance de voltar à Presidência da República – como disse Geraldo Alkmin, seu atual vice na chapa: ‘Lula quer voltar à cena do crime’. O cuidadoso Fachin não pode se fingir de morto, precisa acordar e, sem alarde, dar um puxão de orelhas no Moraes, mostrar a ele que conversa de botequim não se leva a sério, além de atropelar a Constituição, fica feio para quem deveria protegê-la – será a forma de encerrar a indevida celeuma contra os empresários, que, com seus impostos, pagam os salários dos ministros e são os patrões de todos os funcionários públicos. Por oportuno, Fachin, lembre ao Moraes que ‘errar é humano, mas permanecer no erro é burrice’.”