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Estado de Minas Recursos

Leitor faz apelo: "Deixem a Petrobras em paz"


02/07/2022 04:00






Humberto Schuwartz Soares
Vila Velha – ES

“Há alguns anos, se dizia que as petrolíferas eram os três melhores negócios do mundo: 3º pessimamente gerida, 2º mal gerida e o 1º bem gerida. A Petrobras é uma empresa de economia mista com centenas de milhares de acionistas (cerca de 800 mil) e o governo federal detém 4,775 bilhões de ações (União, 3,740 bilhões, BNDESPar, 900 milhões e BNDES, 135 milhões). A abertura de capital de uma empresa, integrar à Bolsa de Valores, é a forma mais eficaz e barata de alavancar o seu crescimento com menores custos, sem depender de financiamento, daí os acionistas. Toda empresa na Bolsa visa lucro e, após pagamento dos impostos (no caso da Petrobras, também royalties), parte do lucro remunera os acionistas. Num passado recente, sob corrupção e péssima administração, a Petrobras deu prejuízo (2012 R$ 22,93 bilhões, 2013 R$ 21,6 bilhões, 2014 R$ 21,857 bilhões e 2015 R$ 34,8 bilhões, 2016 R$ 14,8 bilhões, 2017 R$ 447 milhões), mas a partir de 2018, sob nova direção, tornou-se lucrativa (2018 R$ 25,779 bilhões, 2019 R$ 40,14 bilhões, 2020 R$ 48,5 bilhões e em 2021 R$ 106,7 bilhões). O governo é o maior beneficiado pela Petrobras. Em 2021, recebeu R$ 202,9 bilhões em impostos e os estados e municípios, R$ 54,5 bilhões sob a forma royalties. Se é muito lucrativa, compre ações, seja sócio da petrolífera e, como o governo, receba dividendos. Quanto maior for o seu lucro, maior será a carga tributária e os dividendos – é bom para todos (Petrobras, governos federal, estaduais e municipais, acionistas e empregados). Para conter ou amenizar o efeito dominó consequente do elevado valor dos combustíveis, só depende do Congresso. Compete aos nossos deputados e senadores reduzir o ganho dos atravessadores, principalmente dos estados, limitando o ICMS, no máximo em 10%, sobre o preço dos combustíveis informados pela refinaria no primeiro dia útil de cada mês, válido para aquele mês. Deixem a Petrobras funcionar em paz, lucrativa, sem corrupção e, quem sabe um dia,  100% dos brasileiros sejam acionistas, assim como o governo, auferindo dividendos.”

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