Jornal Estado de Minas

DESABAFO

As lembranças cruéis que ficam do ano de 2020

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Jeovah Ferreira
Taquari – DF

"Está findando o ano de 2020. Dele, o mundo não guardará boas lembranças. Em dezembro de 2019, veio a confirmação do primeiro caso da pandemia pelo novo coronavírus em Wuhan, na China. A partir daquela confirmação, a humanidade passou a viver sob a ameaça do grande inimigo. Medo, preocupação e insegurança passaram a fazer parte do dia a dia de grande parte da população mundial. Houve quem não considerasse a pandemia um grande perigo. Não passava de uma ‘gripezinha’, disseram os negacionistas. Vieram as recomendações dos infectologistas para que corrêssemos menos risco de ser infectados: lavar as mãos com frequência; usar o álcool em gel; manter distanciamento físico; usar máscara; não tocar nos olhos, no nariz ou na boca; ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com o braço dobrado ou usar um lenço. Muitos seguiram e continuam seguindo as recomendações. Mas aqueles que não acreditam na ciência, como é o caso de várias autoridades brasileiras, deram péssimos exemplos. Induziram parte do nosso povo a desrespeitar as recomendações. Esses irresponsáveis achavam bonito encostar nos balcões de quiosques para comer cachorro-quente e coçar os olhos com o dedo indicador lambuzado de maionese e ketchup. Muita gente pode ter partido para a eternidade por ter seguido esses maus exemplos. Lamentavelmente, aqui no Brasil, até a data de hoje, mais de 183.000 pessoas perderam  a vida. Milhares de famílias choram a perda dos seus entes queridos. Mas os negacionistas e insensíveis continuam levando a vida como se nada de grave estivesse acontecendo. Continuam acreditando na cloroquina e duvidando da vacina. Eles continuarão fugindo da realidade e colocando em xeque as verdades da ciência. Fiquemos com o que é evidente e tapemos os ouvidos para os semeadores de mentiras. Que Deus conforte os corações enlutados e nos dê um 2021 melhor."




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