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Estado de Minas PÓLVORA

A força do discurso de um líder da nação


18/11/2020 04:00



Jeovah Ferreira
Taquari - DF

“Depois que o presidente Bolsonaro falou ‘quando acabar a  saliva, tem que ter a pólvora’,  fazendo referência ao que Joe Biden sinalizou durante a campanha – ‘que o Brasil poderia sofrer consequências econômicas se não impedisse a destruição da floresta amazônica’, eu passei por maus  bocados.  O meu tio Genaro, que conta com 93 anos e com a lucidez afetada, pegou a sua espingarda cartucheira, que  guarda como relíquia desde 1950 – acredito eu que nem funciona mais – começou dar um trato na arma e fez uma limpeza invejável. Perguntei-lhe: ‘Por que essa limpeza, tio?’. A resposta foi imediata: ‘Serei voluntário para defender a nossa floresta, sou patriota e quero juntar-me àqueles que estarão no combate’. Ousei dizer que pela idade ele não seria aceito como voluntário. Tive que correr para o meu quarto e fechar a porta, com medo da velha cartucheira. O tio  Genaro ficou uma fera. Mas agora está tudo bem... ele foi convencido pelos familiares de que não haverá confronto e que as duas nações terão bom relacionamento.  
Às vezes, uma única palavra causa um grande estrago.”

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