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Estado de Minas TEMPORAIS

A dualidade das chuvas


postado em 28/02/2020 04:00

Ronaldo Scucato
Belo Horizonte

“É tolice subestimar a força da natureza e uma blasfêmia propagar que a intensidade das chuvas é castigo. Nestes dois primeiros meses do ano, fomos literalmente inundados e devemos refletir sobre as ocorrências registradas que assolaram nosso estado, especialmente Belo Horizonte. Inevitavelmente, precisamos das chuvas. Os reservatórios de água e o campo agradecem. Elas são necessárias para evitar os processos de desertificação do solo, para manter a estabilidade dos biomas, para afastar as queimadas que geram preocupação constante. Enfim, poderíamos citar milhares de benefícios, mas vamos resumir na necessidade humana imperativa por esse elemento: água. Por outro lado, o cenário de destruição e mortes decorrentes da intensidade das chuvas nos deixou em alerta e também reflexivos a respeito da nossa responsabilidade com o meio ambiente. É urgente a prática de ações que vão ao encontro do 13º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável do Milênio (ODS), ligado ao combate à mudança climática e seus impactos. Neste período chuvoso, a rotina da população foi bruscamente alterada com a dificuldade de deslocamento, trânsito caótico e ruas interrompidas em decorrência do grande volume de água que recebemos em tão curto período de tempo. Vidas se foram e, a despeito dos prejuízos financeiros, devemos nos unir em torno de medidas urgentes para que cenas tão impactantes como as que assistimos nos últimos dias não voltem a acontecer. O cuidado e a ação valem para todos. No Brasil, infelizmente, não existe a cultura de prevenção e estamos pagando caro por isso. Prejuízos econômicos ocasionados por qualquer catástrofe podem ser recuperados, mas uma vida ceifada pela falta de planejamento, cultura e investimentos não.”

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