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Estado de Minas POLÍTICA

Digressões sobre as ações do presidemte


postado em 19/02/2020 04:00




Rodrigo Augusto Prando
São Paulo

“Não faz muito tempo, o presidente Bolsonaro substituiu Onyx Lorenzoni pelo general Braga Netto na Casa Civil. Enfim, o que já se noticiava, o enfraquecimento de Lorenzoni, confirmou-se. Agora, outro militar, o almirante Flávio Rocha, assume a Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos. A nomeação de Rocha pode ser entendida como busca de melhor gestão e racionalidade, em detrimento da ala ideológica e olavista do governo. A questão é que no tabuleiro da política há poucos políticos e uma saturação de militares estrategistas e tal situação pode dificultar o já combalido diálogo com o Congresso. Há que se destacar que aliados civis, como Bebbiano ou Hasselmann, foram defenestrados e se tornaram ‘potes de mágoas’. Sabidamente, pela origem e discurso, o presidente se sente à vontade junto à ala militar, além, obviamente, do núcleo familiar. A reforma da Previdência foi aprovada sem muito empenho do Executivo; todavia, na agenda encontram-se outras importantes reformas que dependerão, quer queiram ou não, de diálogo, negociação, ou seja, de política para transitar no Legislativo. Com um discurso quase sempre belicoso, Bolsonaro desprezou parlamentares e outros atores políticos e sociais, restando, assim, militares e familiares. Um rompimento, por exemplo, com os militares, sem aliados e interlocutores, poderia levar o governo a uma crise dramática, cujos desfechos são imprevisíveis. Maquiavel, em O príncipe, aduziu que ‘para o príncipe, não é de pouca importância saber escolher os seus ministros, os quais bons ou não conforme a sabedoria de que ele usou na escolha’. Maquiavel? Presente!”

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