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Estado de Minas CICLOVIAS

Dificuldades para ciclistas em BH


postado em 18/09/2019 04:00

Fábio Moreira da Silva
Belo Horizonte

“O sedentarismo nosso do dia a dia e o alto custo do transporte por veículos automotores, seja ele particular ou coletivo, são grandes incentivadores para que um indivíduo se desloque pelas grandes cidades pedalando uma bicicleta. Porém, há muitos pontos desfavoráveis para a saudável prática. Um deles é o tratamento que esses ciclistas sofrem e de como são vistos nas ruas e avenidas. No estreitamento das pistas, não há espaço nem mesmo para as 'magrelas'. Se há ciclovia, não são suficientes e não oferecem segurança. Conforme o Estado de Minas noticiou em 15/9/2019, em matéria intitulada 'Obstáculos para ampliar ciclovias', depois de oito anos seguidos de construção de ciclovias em Belo Horizonte, a uma média de 9,44 quilômetros por ano, a capital mineira está a três meses de completar o segundo ano sem nem um metro construído, exclusivamente, para bicicletas, e ainda sem perspectivas de mais obras. O chamado Plano de Mobilidade Urbana por Bicicleta de Belo Horizonte (PlanBici) não virou realidade nos prazos, à espera de recursos financeiros. Uma das principais ações seria chegar à meta de 411 quilômetros construídos até o fim do ano que vem, objetivo praticamente inalcançável. Além da infraestrutura precária e perigosa, os problemas de convivência e má posturas são constantes. Basta lembrar que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) assegura que os pedestres têm prioridade sobre os ciclistas, e esses sobre qualquer veículo. Todavia, muitos ciclistas também desconhecem o próprio código. Andam sem proteção e tentam medir forças com carros e motocicletas pelas avenidas. Uma disputa que os tornam totalmente vulneráveis a qualquer tipo de impacto. A lei regula, mas o bom senso é primordial para a boa convivência entre todos que se movimentam pelas ruas. É salutar o apelo dos ativistas das duas rodas à tendência de que quanto mais bicicletas haja nas ruas, maior a conscientização, devido a visibilidade que o movimento poderá ganhar. Porém, mais necessário ainda é esse crescimento de adeptos vir com aumento da infraestrutura viária para a modalidade. Belo Horizonte, por exemplo, conta hoje com apenas 89,93 quilômetros de ciclovias, com trechos que não se interligam, não oferecem o mínimo de segurança, além de uma topografia desafiadora para a prática.”

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