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Qual o impacto do ESG nas eleições?

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Daniela Robledo
Diretora de Marketing e Comunicação da SOL Energia. Formada em Publicidade e Propaganda, tem MBA em Gerenciamento de Projetos, pós-graduação em Finanças e mestrado em Gestão Empresarial
 
O mundo está olhando para o ESG. Por conta das ODS e todo processo de compromisso com a agenda 2030, as coisas estão diferentes. Não há como negar. 




 
Uma mudança sistêmica agora é inevitável. Esse é o momento, e vai acontecer. Agora, a pergunta mais pertinente, a meu ver, é: a liderança virá dos governos, dos políticos, ou do setor privado?
A sustentabilidade e todo processo de ESG nos trarão reflexos e a tendência é atenuar o mesmo processo que já vêm acontecendo fora do país, nos Estados Unidos e muito mais na Europa. 
Já é hora de entendermos que não é uma questão de escolha ou opção e nem um olhar poético sobre as coisas. Estamos falando de transformação na economia. 
 
As PMEs têm mais controle sobre seu sistema, sobre sua produção e podem aplicar de forma mais eficiente os hábitos sustentáveis, mas essas ainda não têm o peso da obrigatoriedade e muitas vezes ainda não tiveram o olhar do que está acontecendo no mercado. Por outro lado, as grandes empresas e indústrias, listadas na B3, já têm até 2025 para se adaptarem aos novos formatos. 
 
Porém, essas gigantes, com décadas de história, milhares de funcionários e com organizações complexas e antiquadas, podem ter que deixar de existir. Muito similar com que aconteceu com o processo de desindustrialização do Japão e muitas empresas da Europa que não conseguiram acompanhar o desenvolvimento da economia. 




 
Vai ser necessário, sim, uma conectividade grande e a criação de um ecossistema de empresas baseadas no ESG para acelerar e fomentar o desenvolvimento sustentável, mas para essa virada é bem importante que o governo, que é o início desses acordos e propostas, não esteja tão envolvido com questões políticas e esses processos cansativos e complicados que estamos atravessando nessas eleições em 2022 aqui no Brasil. Não podemos nos perder esquecendo dos  nossos principais valores, afinal, a jornada de transformação econômica e social passa pela transformação ambiental. E estão todas interligadas. Já não há como recuar ou falar dos temas de forma isolada. 
 
Já podemos, hoje, falar de realidade com o fechamento da Ford, Mercedes-Benz e a japonesa Sony no Brasil nesse último ano. Reflexo de tudo isso? São setores que dependem fundamentalmente do Estado. Mas o que isso tem a ver com a sustentabilidade? Muita coisa, é a resposta.
 
Temos que entender que o ESG não é a sustentabilidade isolada. O G do ESG é o que chamamos de governança coorporativa, (que para facilitar aos ainda não ambientados com o tema, e para que entendam seu papel) gosto de chamar de liderança coorporativa. A liderança tem um papel grande nesse olhar e nessa adequação ao governo bem como toda questão social que envolve o tema.
Temos de ter claros nossos objetivos, nossas lideranças, nossas abordagens como pessoa, como sociedade, como profissional, como cidadão, como eleitor, como proposta e determinação como quanto aos desafios dessa década.