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Vale a pena investir em imóveis?


05/08/2022 04:00

Renato Costa
Presidente da construtora e incorporadora RL Costa

Do “investidor de primeira viagem” até os mais experientes, é essencial planejar, avaliar riscos e rentabilidade ao escolher a melhor forma de investir seu dinheiro. Em meio a tantas opções e oscilações de mercado, algumas perguntas sempre rondam a cabeça dos investidores. Afinal, vale a pena investir em imóveis? O mercado imobiliário é para você?
 
Para ir direto ao ponto e simplificar a história, o mercado ainda segue a velha máxima: “quem compra terra não erra”. E os números mostram que o mesmo se aplica aos imóveis. Em 2021, o mercado imobiliário superou a crise e cresceu. Segundo estudo da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o número de lançamentos subiu 27% no ano passado em relação a 2020. Já as vendas subiram 4%.
 
O mercado de imóveis está sempre em alta por causa do déficit habitacional que, conforme a Fundação João Pinheiro, está em 5,8 milhões de moradias no Brasil (ano base de 2019/divulgação em 2021).
É fato que o mercado é cíclico, e há fases em que a procura diminui – contextos de incertezas como eleições, pandemia etc. – quando as pessoas costumam postergar decisões grandes como a compra de um imóvel. Porém, assim que a incerteza passa, a demanda aumenta novamente.
 
Independentemente das oscilações do mercado, há sempre pessoas casando, separando, saindo da casa dos pais, querendo morar mais perto do trabalho. Hoje, o mercado não comporta essas demandas, principalmente próximo aos grandes centros, que têm mais pontos comerciais. Portanto, a tendência é de que a população opte cada vez mais por morar próximo ao trabalho, seja por questões econômicas (preço da gasolina e manutenção do carro) ou por comodidade (ter mais tempo para a vida pessoal).
 
Estudo da Brain Inteligência Estratégica, consultoria especializada no mercado imobiliário, aponta que o item mais importante para os brasileiros na decisão de compra de imóveis é a localização (81%). Na pesquisa divulgada neste ano, 71% dos entrevistados estariam dispostos a pagar mais por um imóvel que proporcione morar mais perto do trabalho.
 
Indo mais além, para investidores com um capital maior disponível, o mercado imobiliário de alto padrão é uma boa opção, pois esse sente menos os reflexos de cenários de instabilidade econômica. Entre os motivos estão o alto poder de compra dos consumidores e a razão dessas aquisições: elas são motivadas, em sua maioria, mais por questões de status, estilo de vida e valor emocional do que pelo preço. Dessa forma, o mercado de alto padrão não absorve tanto as incertezas do contexto econômico.
 
As vendas de apartamentos de alto padrão bateram recorde nos primeiros nove meses de 2021, segundo a Brain. Em janeiro e setembro do ano passado, os lançamentos aumentaram 81% em relação aos mesmos meses de 2020. Na área imobiliária brasileira em geral, os lançamentos cresceram 30% na mesma base de comparação.
 
Por fim, a perspectiva para o mercado imobiliário no pós-pandemia é positiva. Isso porque, apesar de a Taxa Selic tender a subir em curto prazo, no médio prazo a tendência é de baixa. Com o término do período eleitoral e a superação progressiva da pandemia, espera-se a volta da confiança dos investidores, consumidores e demais agentes econômicos. 


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