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Estado de Minas artigo

Mudar, uma questão de sobrevivência

O ponto de partida e o ponto de chegada devem sempre ser o cliente


15/07/2022 04:00



Eduardo Luiz
CEO da Epar 


Já estamos próximos do fim do mês de julho de 2022, ou seja, pouco mais da metade do ano já se foi. Se considerarmos as estimativas feitas no final do ano de 2021 e início deste ano sobre o que estaria por vir, muito dificilmente falaríamos que iríamos conseguir cumprir e até performar algumas delas.

Um dado muito importante que colabora para essa constatação é a queda no número de desempregos, com um déficit de 10%, mais precisamente em 9,8% até maio. Isso é importante, pois é o melhor resultado desde 2015. 

Bem verdade que a economia ainda não está totalmente recuperada. No entanto, quando pegamos os dados das pequenas empresas que elevaram seus investimentos, tomando crédito, apostamos justamente nesta retomada. Ao pegarmos a base de empregos gerados que passam a ter um poder de consumo, podemos esperar um crescimento de forma real. Isso corroborado com os incentivos que o governo tem concedido e até com o aumento nos últimos dias, que vão nessa direção.

O nosso Banco Central foi um dos primeiros a “dar o remédio amargo” subindo os juros para conter a inflação que estava anunciada. Isso se mostrou coerente e correto, tanto que os países que não fizeram esse movimento passaram a sofrer as consequências em suas economias, com taxas de inflações há tempos não vistas.

Diante desse cenário, o que esperar para o segundo semestre de 2022? Novamente, qualquer estimativa pode ser alcançada ou simplesmente não. Nesses anos que estou à frente de negócios, atuando e contribuindo com outros tantos, é raro vermos empresas e negócios morrerem por mudar ou fazer essa mudança de forma rápida. 

No cenário onde as coisas acontecem de modo muito rápido, o ontem não é sucesso para o amanhã. Tudo muda e as empresas precisam entender que são organismos vivos. Não quero dizer que precisamos mudar tudo e todos, mas assim como pequenos blocos que são empilhados um a um para a construção de uma parede ou prédio, isso deve ser feito.

As empresas e organizações precisam entender de forma definitiva que o ponto de partida e o ponto de chegada devem sempre ser o cliente.

Aqueles que ainda têm ou orbitam conceitos fechados, e que fazem com que escutemos até hoje algumas frases como “sempre foi assim”, “só estamos aqui porque isso já foi feito dessa forma”, “não mexo em time que está ganhando”, “eu sei o que os nossos clientes precisam”, só ratificam que muitos ainda não entenderam o conceito de ter o cliente no centro de tudo.

A atuação de forma organizada e parametrizada é um fator determinante para que se alcancem novos mercados e novas frentes de atuação, se isso não está bem desenhado, não atinada a correr atrás de clientes.

Descobrir como o seu negócio é tangibilizado e tentar criar referências que possam ser balizadas com o mercado e com a concorrência, essas informações podem ser de cada profissional, setor e até mesmo global de toda a empresa.

Por fim, não sei em que negócio ou área atua, nem sei também há quanto tempo, mas posso afirmar que se quiser ter um segundo semestre melhor do que foi o primeiro, deve atuar firmemente no caminho e na busca de melhorias e da transformação continuada. Mudar não é mais um conceito, e sim uma questão de sobrevivência.


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