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Cuidados, apesar do fim da emergência

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Renato Pedreiro Miguel
Presidente do Conselho Regional de   Biomedicina – 3ª Região (CRBM-3)

O fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin) da COVID-19 foi anunciado pelo Ministério da Saúde, após mais de dois anos de pandemia. Para que houvesse o anúncio, foi necessário alcançarmos uma cobertura vacinal de 75% da população com ao menos duas doses da vacina contra o coronavírus. No entanto, apesar de soar como alívio e ser visto como mais um prenúncio de retomada, é importante manter a vigilância.




 
Isso significa entronizar alguns cuidados, como o uso frequente de álcool em gel e também o uso de máscara em ambientes com menor circulação de ar, mesmo já tendo sido liberado o uso da proteção na maioria das cidades. Hábitos aos quais já nos acostumamos. A disponibilidade e oferta de vacinas nos postos de saúde também ajuda e dá à população ainda não vacinada a oportunidade de imunizar-se. A exigência do passaporte vacinal em determinados ambientes é outra questão a ser considerada na manutenção dos cuidados.
 
O aparente controle da circulação do coronavírus não é garantia de fim da pandemia, que só pode ser anunciada pela OMS. Pandemia é a circulação mundial de uma doença, e em muitos países a vacinação não está nem perto de alcançar um percentual que ofereça segurança para os habitantes de um mundo sem fronteiras como o nosso.
 
Em pouco mais de dois anos da pandemia da COVID-19, mais de 662 mil pessoas foram vitimadas pela doença e cerca de 30 milhões contaminadas no Brasil. No mundo, as mortes alcançaram mais de 6 milhões. Também foram inúmeras e significativas as perdas econômicas. Ao manifestar o fim da Espin da COVID-19, o Ministério da Saúde dá mais um passo rumo à retomada, o que é importante porque resgata o crescimento econômico do país, favorece a geração de empregos e traz esperança generalizada.
 
Só não devemos nos esquecer de que a vida vale mais, sempre! Por isso, estar atento e vigilante quanto aos cuidados é a garantia que precisamos para evitar qualquer chance de uma nova onda e, por consequência, a necessidade da criação de nova medidas de emergência.