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Estado de Minas artigo

Uma geração passa; outra geração vem

São eles que assumirão (ou já estão assumindo) o protagonismo do mundo


17/05/2022 04:00 - atualizado 16/05/2022 21:33

Ricardo dos Reis
Especialista em educação musical pela UFMG 

Sábado desses, em maio de 2022, passando a pandemia (espera-se), depois de muito apelo e com grande parte da população brasileira vacinada (aqui, o cartão de vacinação está em dia), chegando à nossa casa, por volta das 19h30, percebi um clima tenso. Ouvi de minha companheira: “Oh, nossa filha vai hoje receber alguns amigos aqui em casa”.  Um misto de alegria e tensão tomou conta de mim. Alegria pela felicidade em ver nossa filha feliz (tem 19 anos). Tensão porque nos recolheríamos, minha companheira e eu, como de outras vezes antes da pandemia, ao nosso “canto”. Ela, para o quarto, para merecido descanso, depois de vários (uns três, pelo menos) tabuleiros de deliciosos pães de queijo, pelos quais a galera já chega indagando. Eu para o “home studio”, onde me dedico (não aos sábados, diga-se) à edição/mixagem de um segundo CD autoral a caminho.  

Engraçado o ser humano… As novas gerações… Nobre leitor, está tudo ali, na internet, a um clique. Vamos lá, então. Nós, os nascidos entre 1945 e 1964, no período pós-guerra, chamam-nos “baby boomers”.  Segundo o que lá está, na internet, o nome ‘baby boom’ se deve à época em que a taxa de natalidade disparou em vários países anglo-saxônicos, sobretudo nos Estados Unidos, Canadá e Nova Zelândia, depois de a Segunda Guerra Mundial ter chegado ao fim. Somos, pois (está lá, na internet, não sou eu quem está dizendo), uma geração invejável, já que vivemos (os que sobreviveram bravamente e que vivos estão, é lógico) em uma época em que todos os jovens gostariam de viver. Além “d'outras cositas más”, adaptamo-nos bem ao mundo 4.0 e, o que é melhor, nós, os ‘baby boomers’, somos menos dependentes do smartphone do que as gerações seguintes.

Posterior a nós vem a geração “X”, os nascidos pós-Segunda Guerra Mundial, entre 1965 e 1981. Entre outros atributos, o individualismo, a ambição e a dependência do trabalho, “workaholic”, são os valores em que os nascidos nessa geração cresceram. 

A seguir, os nascidos entre 1982 e 1984, os nativos digitais, também conhecidos como geracão “Y” ou “Millennial”. Redundante aqui então acrescentar que a tecnologia faz parte de seu dia a dia, cujas atividades não se desenvolvem se não houver por perto uma tela. No entanto, não nasceram na era tecnológica. Viveram na época analógica e migraram para o mundo digital. 

Agora (não via a hora), caminhando para a parte final deste artigo, vem o melhor: a geração “Z” ou pós-millennial. Ai, valei-me, Deus! É a geração da minha filha e de seus (suas) amiguinhos(as).  Sábado desses, a convite de minha filha (eles vão alternando, cada dia na casa de alguém, preparem-se!), foram eles que apareceram aqui. Como, acho que eles próprios, dizem: “Chegaram chegando”. São, de fato, muito inteligentes, educados e, aparentemente, reitere-se, aparentemente, donos de si e do pedaço (esta última aí, do meu, do nosso tempo). Frios, senão gelados, olham e nos cumprimentam (os baby boomers) não como se tivéssemos nascidos tempos atrás (o que é verdade), mas como se fôssemos seres de outro mundo, planeta ou galáxia, nada a eles podendo acrescentar. Têm entre 18 e 23 anos (a turminha que aqui apareceu – uns 10 – tinha entre 18 e 20 anos, no máximo). Os pães de queijo, tivesse eu demorado a defender o meu pirão, ops, quinhão, teriam ficado na saudade. Vapt-vupt! Escafederam-se. Não são, porém, deseducados, deselegantes. Pelo contrário: são, e é bom que seja assim, desapegados (não de pães de queijo, é claro!).

Vieram ao mundo em plena mudança de século. Talvez se deva a isso terem sempre um tablet ou smartphone debaixo do braço. Foi muitíssimo bom terem vindo novamente aqui (os últimos foram embora às 4 da madruga). Portas abertas. Voltem sempre! Agora, o estarrecedor,  aterrorizante, ou quem sabe até, admirável: são eles que assumirão (ou já estão assumindo) o protagonismo do mundo.


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