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Robótica e a falta de competitividade brasileira


14/01/2022 04:00

Denis Pineda
Gerente regional da Universal Robots na América do Sul
 
Todos sabem o quanto a pandemia afetou o dia a dia dos empresários de todos os setores, e, muito mais do que isso, foi possível observar que aqueles que conseguiram se manter funcionando precisaram recorrer ao avanço da tecnologia e implementar novas soluções. A pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) encomendada ao Instituto FSB Pesquisa revelou que os que adotaram a indústria 4.0 lucraram mais, conseguiram manter ou até ampliar o quadro de funcionários e tiveram melhores perspectivas em 2021.

Mesmo assim, no setor industrial, observamos uma grande dificuldade devido à falta de matéria-prima e ao aumento de preços dos itens necessários para produção. De acordo com estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 68% das empresas enfrentaram problemas para comprar produtos no mercado nacional. Entre as que utilizam insumos importados regularmente, 56% relataram dificuldade. Com isso, foi possível observar que a confiança da indústria recuou muito, principalmente com a piora da situação atual e na expectativa das empresas em relação aos próximos meses.

De qualquer forma, podemos dizer que a compra de robôs industriais cresceu significativamente. Segundo o relatório “The World Robotics 2021 Industrial Robot Report”, foi registrado um recorde de 3 milhões deles operando em fábricas em todo o mundo, o que significa um aumento de 10%. As vendas cresceram ligeiramente, 0,5%, apesar da pandemia, com um total de 384 mil unidades enviadas em todo o mundo em 2020, onde quase 44% foram entregues para a China. Esse é o terceiro ano mais favorável da história do setor da robótica, após 2018 e 2017.

 As instalações de robôs nos mercados da América do Sul ainda estão em um nível muito baixo. O Brasil foi um dos países mais afetados, mas esse problema já perdura por mais tempo do que imaginamos. A falta de competitividade da indústria brasileira é um problema real e reflete diretamente nos produtos relevantes para o comércio internacional, que normalmente são commodities. Poucos são aqueles que fazem parte de uma lista de utensílios melhor desenvolvidos tecnologicamente.

 Segundo o ranking publicado anualmente pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI), em parceria com a Universidade de Cornell e o Instituto Europeu de Administração de Empresas (Insead), o Brasil ficou em 62º lugar em um ranking de 131 países no Índice Geral de Inovação. Essa posição demonstra o grande atraso em desenvolver tecnologia para que a indústria nacional dependa menos da proteção do mercado interno.

Dos sete fatores divulgados pela pesquisa que mostram a origem da baixa competitividade, cinco estão relacionados à questão da formação de mão de obra qualificada. Isso comprova o quanto o Brasil ainda precisa explorar a inserção de soluções que ajudam no dia a dia dos colaboradores nesses ambientes de trabalho, otimizando processos e os realocando para funções mais estratégicas, como são os casos dos robôs colaborativos, por exemplo.

Posso afirmar ainda que ferramentas digitais como essa serão cada vez mais vistas, em todos os lugares e em todos os tipos de indústria. O relatório “O futuro do emprego'' já aponta que, até 2025, serão criados 10 milhões de novos postos de trabalho no mundo todo em razão da divisão entre humanos e máquinas. Aqueles que não se desenvolverem e não buscarem inovações que vão ao encontro de como o mercado está hoje ficarão para trás. É imprescindível que o Brasil corra atrás do prejuízo e comece agora uma revolução. Que tal você fazer parte disso?
 


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