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Estado de Minas artigo

Nunca é tarde para se educar financeiramente

Quanto mais pessoas aptas a gerenciar suas rendas, mais a economia do país poderá crescer


06/12/2021 04:00

Flora Damin
Partner and Investor Relations da Pandhora Investimentos, gestora de fundos de investimentos quantitativos

Nos últimos anos, a internet fez com que cada vez mais conteúdos sobre educação financeira surgissem e chegassem às pessoas. Por meio dos canais no Youtube, páginas no Instagram ou cursos com preços mais acessíveis disponibilizados por instituições de ensino em suas plataformas, pudemos notar que esse movimento certamente ajudou a disseminar a importância do tema para um público que antes tinha pouco ou nenhum conhecimento.

Porém, isso ainda não foi o suficiente para que o país atingisse bons níveis de educação financeira, como aponta a pesquisa S&P Ratings Services Global Financial Literacy Survey, realizada com mais de 150 mil pessoas e que revelou que o Brasil ocupa o 74º lugar no ranking global, ficando atrás de nações menos favorecidas financeiramente como Zimbabué, Togo e Madagascar.

Ainda que estudar sobre economia e investimentos possa trazer diversos benefícios para a vida das pessoas, muitos acreditam que é um conteúdo difícil de absorver e acabam desistindo no meio dos estudos ou nem ao menos os iniciando. Há ainda aqueles que pensam que não irão conseguir aplicar nada do que é ensinado e por isso se afastam de um aprendizado com um enorme potencial transformador.

Um dos principais responsáveis pelo atual cenário brasileiro da educação financeira estar dessa forma é a falta desses conteúdos sendo aplicados nas grades curriculares das escolas com mais intensidade e de forma focada. Temos no país uma iniciativa pública que visa mudar essa situação, chamada de Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef), que tem como proposta desenvolver materiais de educação financeira principalmente para crianças e jovens, incentivando o interesse por esse universo desde cedo e disponibilizando ferramentas educativas que possam de fato fazer a diferença na trajetória desses alunos.

Porém, a realidade é que, hoje em dia, para uma pessoa aprender os conceitos mais básicos, como poupar dinheiro, até os mais complexos, como aportar no mercado de capitais, precisa fazer uma faculdade relacionada ao tema ou procurar sozinha por cursos especializados que ofereçam esse tipo de conteúdo. E, para boa parte da população, entrar em contato com esses aprendizados apenas na vida adulta acaba tornando o entendimento ainda mais difícil, o que faz com que fiquem excluídas do sistema bancário.

Por isso, concluo que além de investir mais na disseminação desses materiais, para que alcancem todos os indivíduos, principalmente os menos afortunados e que poderiam se beneficiar imensamente com os ganhos do mercado, não podemos deixar que as dificuldades no meio do caminho desanimem a ponto de afastar as pessoas dessa jornada de conhecimento. Quanto mais pessoas conscientes e aptas a gerenciar suas rendas com inteligência tivermos, mais a economia do país terá possibilidades de crescer. É por esse futuro que precisamos lutar.


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