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Estado de Minas Editorial

Guerra ainda a ser vencida

Cientistas da Fiocruz ainda temem a possibilidade de reveses


24/10/2021 04:00

O Brasil vive o melhor momento no enfrentamento ao novo coronavírus desde o início da pandemia, que já tirou a vida de mais de 600 mil pessoas no país. Com o avanço da campanha nacional de imunização, os indicadores de mortes, casos graves e internações por COVID-19 estão em queda há mais de três meses. Na sexta-feira, a Prefeitura do Rio de Janeiro celebrou o fato de a capital ter registrado o menor número de casos desde o começo da crise sanitária. “De cada 100 testes realizados, somente quatro são positivos. Já podemos dizer que, neste momento, temos a COVID-19 controlada na cidade do Rio, devido à alta adesão dos cariocas à vacina”, postou o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, em rede social.

Divulgado na quinta-feira, o mais recente boletim da Fundação Oswaldo Cruz ressalta que os bons resultados se devem à vacinação e destaca que, das 27 unidades da Federação, apenas duas ainda permaneciam na zona de alerta; o Espírito Santo, onde a taxa de ocupação de UTIs para pacientes da doença tinha voltado a crescer, passando de 65% para 71%; e o Distrito Federal, onde havia caído de 89% para 80%. Como o estudo da Fiocruz se refere ao período de 10  a 16 de outubro, vale observar que, nesta última semana, os indicadores de gravidade da COVID-19 voltaram a recuar em todo o país.

No boletim, sobre o caso específico do DF, pesquisadores da instituição ressalvam que o alto patamar de ocupação de UTIs também está relacionado à diminuição de leitos específicos para pacientes com coronavírus. “O Distrito Federal vem gerenciando a retirada de leitos de UTI dedicados à COVID-19 há várias semanas, e parece haver algum controle sobre a taxa, apesar do nível elevado”, relatam. “A situação do Espírito Santo tem sido mais preocupante pela variação em um patamar que destoa do resto do país, mesmo com a manutenção do número de leitos há cerca de seis semanas”, analisam.

Diante do otimismo com a vacinação, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, anunciou a intenção de flexibilizar o uso de máscara em espaços públicos abertos. No entanto, apesar de reconhecer e destacar a melhora consistente nos indicadores de gravidade da pandemia, cientistas da Fiocruz ainda temem a possibilidade de reveses. Eles voltaram a expressar preocupação com inconsistências na divulgação de dados oficiais sobre mortes e casos de COVID-19 nas últimas semanas, como aconteceu nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina, no final de setembro, e no Ceará e Distrito Federal, no início de outubro. Esse fato, analisam, pode levar a decisões erradas.

“A falsa impressão de que já vencemos a pandemia, com a flexibilização de medidas que protegem contra a transmissão do vírus, pode retardar o controle mais definitivo da epidemia”, sustentam os pesquisadores. Diante da incerteza, até que haja segurança e regularidade na divulgação dos dados, eles defendem a adoção do passaporte vacinal e reforçam que o uso de máscaras continua sendo muito importante em ambientes fechados ou espaços abertos com aglomeração. “É uma estratégia efetiva. Não há por que negligenciá-la”, recomendam.


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