UAI

Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. ASSINE AGORA >>

Publicidade

Estado de Minas Editorial

Carnaval e pandemia


17/10/2021 04:00

Há uma grande parcela de brasileiros que não tiram os olhos dos indicadores de gravidade da pandemia no país. De forma geral, desde julho, ocorre uma queda constante na taxa de mortes, casos e internações causadas por coronavírus em unidades de terapia intensiva. Gráfico publicado no mais recente Boletim do Observatório COVID-19, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na sexta-feira, comprova a eficácia da vacinação contra a doença. À medida que a imunização avança, o número de óbitos cai, e as linhas vão tomando a forma de um "X".

Na política, costuma-se denominar o fenômeno de boca do jacaré, que é quando acontece uma virada na disputa entre candidatos a cargos executivos. No caso em questão, da peleja da vacina contra o coronavírus, a pergunta que não quer calar é: o Brasil está, de fato, perto de derrotar a COVID e vamos, enfim, ter festas de réveillon e carnaval?. Mundialmente famoso pelo desfile das escolas de samba e, também, pelos blocos que tomam as ruas nos dias de folia, o Rio de Janeiro foi a primeira cidade do país a anunciar a disposição em retomar o carnaval no ano que vem. São Paulo, Salvador e Recife engrossaram o coro.

Registros históricos mostram que 100 anos atrás, logo após a gripe espanhola – maior pandemia do século passado, com 50 milhões de mortes no mundo –, o carnaval de 1931 no Rio de Janeiro foi o maior de todos os tempos, com quase três meses de folia. Na atual conjuntura, contudo, cientistas alertam que ainda é cedo para cantar vitória contra a COVID-19. Mutações do vírus têm provocado reviravoltas mundo afora. O próprio Brasil é um exemplo disso: de meados do ano a novembro de 2020, tudo parecia caminhar para o fim da pandemia. De repente, a variante Gama surgiu em cena e deu no que deu. Em abril deste ano, a média de mortes no país chegou a ficar acima de 3 mil por dia.

Na sexta-feira, pesquisadores da Fiocruz e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) apresentaram relatório com recomendações para uma folia segura na capital fluminense no ano que vem. No documento, feito a pedido da Comissão Especial de Carnaval da Câmara Municipal da cidade, eles apontam cinco indicadores usados por órgãos internacionais para atividades com potenciais riscos de aglomerações. O principal deles estabelece que o percentual da população do país, do estado do Rio e da capital com a vacinação completa – duas doses ou dose única – deve estar acima de 80%.

Além da vacinação, eles recomendam medidas como testagem dos trabalhadores dos barracões; a adoção do passaporte vacinal para acesso a espaços fechados; distribuição e uso de máscaras. E alertam que a variante Delta ainda é uma incógnita no Brasil. “O carnaval é uma festa popular com aglomeração, tem a característica de misturar as classes sociais e pode, sim, ser um grande evento-teste. Estamos discutindo os benefícios e os riscos que a sociedade pode e deseja correr. A semana do carnaval traz impactos para a cidade nas áreas da saúde pública, da segurança pública, da economia e, em tempos de pandemia, devemos reforçar a vigilância em todos os setores”, destacam os autores do relatório.

O fato é que cresce na população, e até entre pesquisadores, a expectativa de que a COVID-19 estará sob controle no país até o início de 2022. Até lá, no entanto, profissionais de saúde insistem: além de completar todo o ciclo da vacina, ninguém deve descuidar das medidas básicas de proteção, como o uso de máscara, a higienização das mãos e o distanciamento físico. Faça sua parte e ajude o Brasil a se livrar da pandemia.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade