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Estado de Minas editorial

No caminho da pacificação

Pacheco e Lira dão sinais de entender o papel que cabe a cada um deles no palco dos acontecimentos


26/09/2021 04:00

Os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), deram promissores sinais, nessa última semana, de um possível alinhamento para fazer avançar, no Congresso, pautas de interesse do governo e de toda a sociedade. A sinalização vem na esteira do aceno à paz entre os poderes feita pelo presidente Jair Bolsonaro, após o 7 de Setembro. Havia pouco, as relações entre Pacheco e Lira pareciam estremecidas. Mas, neste momento, ambos mostram disposição para o diálogo, mesmo diante de uma agenda de extrema complexidade e que envolve disputas e interesses os mais diversos, como no caso das reformas administrativa e tributária e da busca de uma solução para o pagamento dos precatórios, dívidas judiciais de R$ 89 bilhões que precisam ser honradas pela União.
 
Para levar adiante a empreitada, tanto Pacheco quanto Lira prometeram que as questões serão tratadas à luz da responsabilidade fiscal e do comprometimento com o teto de gastos, dois pilares básicos da economia. No entanto, a própria natureza dos assuntos em discussão sugere uma difícil empreitada pela frente. Seria de bom tom que os senhores parlamentares das duas Casas legislativas, representantes da população que os elegeu, colocassem o interesse público, aquele capaz de beneficiar de forma mais ampla a sociedade, sobretudo os mais necessitados, acima de lobbies corporativos e das paroquiais contendas político-partidárias.
 
E quais seriam os interesses mais diretos dos brasileiros nas propostas de reformas e projetos em tramitação no Congresso Nacional? Em primeiro lugar, mudanças que levem o país a vencer a COVID-19, deem segurança jurídica para que tanto empresários nacionais quanto estrangeiros possam investir sem medo no país e impulsionar a retomada da economia, com a criação de milhões de postos de trabalho. Neste momento, quando a campanha nacional de imunização apresenta os melhores resultados contra a pandemia, é preciso não descuidar dos protocolos sanitários e, ao mesmo tempo, apostar na recuperação econômica. Só assim o país conseguirá superar essa trágica etapa.
 
Note-se que as discussões para fazer avançar as reformas e os projetos em discussão no Congresso ocorrem num momento crucial, quando o Brasil passa pela pior crise hídrica em 90 anos, corre o risco de apagões no sistema elétrico e vê agigantar-se a ameaça de uma inflação anual de dois dígitos, um fantasma exorcizado pelo Plano Real, mas que, volta e meia, teima em ressuscitar no país. Não bastasse a asfixia que a escalada dos preços – sobretudo da conta de luz, da gasolina e dos alimentos de consumo básico – impõe ao orçamento das famílias, principalmente as de baixa renda, há ainda o temor de que uma quebra da gigante imobiliária chinesa Evergrande abale os mercados mundiais, ampliando a crise.
 
Mesmo economias fortes, como a de países europeus, a exemplo do Reino Unido, Alemanha e França, enfrentam graves problemas energéticos, com alta de preços e ameaça de paralisação em diversos segmentos produtivos. Na quarta-feira, por exemplo, ministros europeus da energia reuniram-se, pela primeira vez na história, para discutir a crise no setor. No Brasil, o cenário desafiador faz crescer a importância das decisões que a Câmara e o Senado têm pela frente para desatar os nós que limitam a retomada do crescimento. Pacheco e Lira dão sinais de entender o papel que cabe a cada um deles no palco dos acontecimentos.


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