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Empresas precisam falar sobre etarismo

A inversão da pirâmide etária está em processo acelerado e contratações baseadas em estereótipos estão na contramão da inclusão e da diversidade


15/09/2021 04:00

Edson Silva
Presidente do Grupo Nexxees 
 
Quando pensamos em um profissional para a área de tecnologia, geralmente surge uma imagem quase sempre associada à juventude. É difícil pensar em uma pessoa com mais de 50 anos de idade trabalhando em uma empresa de software. Essa percepção – muitas vezes inconsciente – é preconceituosa e limitante. E pode prejudicar o crescimento da sua empresa.

No Brasil, já há mais pessoas 60%2b do que crianças. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no fim de 2020, o país tinha quase 39 milhões de pessoas com mais de 60 anos (ou 18,4% da população) e 35,2 milhões com até 13 anos de idade (16,6%). De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), até 2050, 30% da população brasileira terá mais de 60 anos. Outro dado que chama a atenção é que 57% da população em idade economicamente ativa no Brasil terá mais de 45 anos daqui a três décadas. Estamos falando de um mercado que movimenta R$ 1,6 trilhão por ano e que dispõe de um contingente de pessoas com talento e experiência para atuar em qualquer área – inclusive tecnologia.

Infelizmente, o Brasil conta com poucos estudos e informações sobre diversidade etária nas empresas. Mas a plataforma de recrutamento Gupy fez uma pesquisa entre os profissionais contratados no primeiro semestre deste ano. Segundo o levantamento, 6 mil das 60 mil oportunidades postadas no site foram preenchidas por profissionais entre 40 e 50 anos. Esse número foi 217% maior do que no primeiro semestre de 2020. Ainda de acordo com a pesquisa, os setores com mais contratações de profissionais seniores são: educação, saúde, siderurgia, indústria e logística. Em relação aos cargos, em números absolutos, as posições que mais contrataram foram as de operador, auxiliar e técnico. Já os cargos com mais volume de contratações são os de liderança – gerência, coordenação e supervisão.

Sabemos que chegar aos 40 anos ainda é uma barreira no mercado de trabalho – sobretudo no Brasil –, e a recolocação nessa idade é mais difícil. Embora receba menos atenção comparado aos temas étnico-raciais ou de gênero, o assunto ganhou força em conjunto com essas duas frentes. No mundo corporativo, 40 significa equilíbrio e experiência; liderança e inteligência emocional. Curiosamente, boa parte das empresas ainda não quer enxergar essa oportunidade. Por isso é tão urgente falarmos sobre etarismo, que é o preconceito relacionado à idade.

A inversão da pirâmide etária está em processo acelerado e contratações baseadas em estereótipos estão na contramão da inclusão e da diversidade, dois pilares fundamentais na construção de uma sociedade mais igualitária. 


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