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Ataques cibernéticos: "Quando serei atacado?"

O crescimento do trabalho remoto impulsionou o crescimento dos ataques cibernéticos


12/09/2021 04:00

Lucio Leite
Diretor institucional do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo (Ibevar)

As medidas sanitárias adotadas para conter a pandemia causaram um impacto jamais visto na economia. A adoção do home office e a aceleração da transformação digital tornaram a tecnologia fundamental, tanto do lado profissional como, também, pelo lado pessoal. As empresas tiveram que implementar ações rápidas de contorno para manter seus negócios de pé e minimizar os impactos da COVID-19.
 
Diante da corrida contra o tempo, a “empresa foi para casa” e as políticas de segurança foram deixadas de lado, abrindo enormes brechas para sofisticadas organizações criminosas e oportunistas de plantão. O crescimento do trabalho remoto impulsionou o crescimento dos ataques cibernéticos e, também, elevou os níveis de sofisticação, tornando cada vez mais complexa essa briga. De acordo com a Canalys Cybersecurity Report – Cybersecurity in the new digital era – o ano de 2020 registrou mais dados comprometidos por ataques do que os 15 anos anteriores combinados. Foram mais de 30 bilhões de dados acessados ilegalmente, segundo o mesmo relatório.
 
Um dos grandes desafios é a necessidade urgente de mudança de “mindset” dos executivos. Para muitos, um ataque cibernético nunca irá acontecer. Até o dia em que os dados sensíveis sejam comprometidos e as empresas comecem a enfrentar problemas regulatórios que afetem negativamente a marca. A pergunta agora não é mais “se” seremos atacados, mas “quando” e “como” seremos atacados. O aumento de ataques cibernéticos é uma tendência global, principalmente com a implementação de ataques em massa.
 
De acordo com o National Cyber Security Center (NCSC), autoridade responsável pela proteção de dados cibernéticos na Suíça, o número de ataques foi três vezes maior durante o pico da pandemia, quando comparado à normalidade. Segundo a entidade, ataques em massa acontecem em períodos, principalmente, em eventos importantes como a pandemia da COVID-19.
 
Mas quanto vale o “business”?
 
Os riscos de cibersegurança, se negligenciados, podem gerar impactos profundos para o negócio. Para muitas empresas, priorizar a segurança e investir em proteção, detecção e medidas de respostas é uma realidade. Porém, para muitas outras acabou ficando tarde.
 
Gerenciar as vulnerabilidades diante da ascensão de serviços digitais e trabalhos remotos é fundamental para mitigar os riscos, bem como, minimizar os impactos sobre o “Brand Equity” e a percepção do consumidor.  Para isso, em um mundo digitalmente conectado, é preciso colocar a TI no centro da estratégia e ter um parceiro de tecnologia capaz de entender os desafios.


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