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Estado de Minas editorial

O mundo de olho na Delta

Nos EUA, a mutação provocou aumento tanto nos novos diagnósticos de COVID-19 quanto na quantidade de mortes


03/08/2021 04:00

O Brasil iniciou agosto com a média diária de mortes por COVID-19 abaixo de mil, a menor desde 20 de janeiro. Assim como a de óbitos, a taxa de internações graves também está em queda constante à medida que a vacinação avança no território nacional. No entanto, diante da escalada da variante Delta, altamente transmissível, especialistas temem que a tendência de desaceleração nesses indicadores – que, ressaltam, ainda se encontram em patamares elevados – seja interrompida por uma possível terceira onda de coronavírus.
 
Por isso, vale insistir no óbvio. Se chegar a sua vez na fila da imunização, não hesite nem banque o sommelier. Tome qualquer uma das vacinas que as autoridades sanitárias recomendam para você. O Brasil é um dos países de maior expertise nesse ramo. Portanto, vacine-se. Ainda mais neste momento, quando a variante identificada na Índia disseminou-se para outros países e já é, hoje, a principal causa global de novos casos de coronavírus. Lembre-se de que é a injeção tomada aquela que pode salvá-lo, caso, infortunadamente, você venha a ser infectado.
 
Veja só o que acaba de acontecer nos Estados Unidos: ao analisar um surto em Provincetown, em Massachusetts, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) do país deparou-se com um resultado inesperado. Nada menos que 74% dos infectados com a variante Delta eram pessoas totalmente imunizadas contra o coronavírus. Constatou, ainda, que elas poderiam transmitir a mutação tanto quanto pessoas não vacinadas. Mas concluiu, igualmente, que o risco de desenvolver casos graves da doença e de morte é muito menor para quem foi imunizado. A eficácia das vacinas, relatou, mostrou-se superior a 90%.
 
Além disso, outra informação, essa divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), trouxe um pouco de alento: apesar de mais contagiosa, a cepa surgida na Índia não teria letalidade superior à de outras linhagens já conhecidas do coronavírus. Mesmo assim, para frear a perigosa expansão da Delta nos EUA, o CDC tomou uma decisão que representa um freio na política da volta à normalidade de Joe Biden. A agência recomendou que mesmo pessoas vacinadas voltem a usar máscara em áreas públicas fechadas nas comunidades onde as notificações de casos da nova cepa estejam em alta.
 
Nos EUA, a mutação provocou aumento tanto nos novos diagnósticos de COVID-19 quanto na quantidade de mortes, indicadores que vinham diminuindo rapidamente com a campanha de imunização. Porém, a vacinação estagnou por lá. E, nem mesmo oferecendo dinheiro, o presidente Biden tem conseguido fazer o processo avançar, sobretudo em regiões onde a maioria dos eleitores votou em Donald Trump nas eleições do ano passado. Devido a essa rejeição, Biden não conseguiu cumprir a promessa de chegar a 4 de julho, data da independência do país, com 70% da população adulta vacinada com, pelo menos, uma dose da vacina. Até a última sexta-feira, o percentual continuava estacionado em torno de 68%.
 
Diante dessa realidade, é provável que, em até duas semanas, o Brasil ultrapasse os americanos nesse ponto específico da promessa de Biden, caso o presidente americano não consiga desatar o nó da rejeição nos redutos trumpistas. Até o domingo, mais de 65% milhões de brasileiros adultos (cerca de 105 milhões de habitantes) tinham tomado pelo menos uma dose de imunizante contra a COVID-19. Ao contrário dos EUA, aqui costuma faltar imunizante, mas não falta gente disposta a ser imunizada. Uma pesquisa divulgada na semana passada mostrou que 9 a cada 10 habitantes estão ansiosos para tomar a vacina. 


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