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Estado de Minas

Cada cabeça, uma sentença

Há momentos em que é preciso deixar as crendices e os medos de lado e seguir o que determinam os especialistas


26/07/2021 04:00

Gregório José
Jornalista, radialista, filósofo, pós-graduado em gestão escolar, MBA em gestão pública
 
 Assim podemos vislumbrar dois fatos que ganharam destaque esta semana. Em um deles, uma mulher, trabalhadora em serviços gerais, foi demitida por se recusar a tomar a vacina contra a COVID-19; em outro, um senhor com mais de 70 anos entrou na Justiça para tomar uma terceira dose. Há, ainda, um caso onde o casal foi condenado a pagar R$ 1 milhão (isto mesmo: um milhão de reais), por ter tomado três doses contra a doença. E olha que são milionários.
 
Enquanto parte da população contrária às vacinas começa a entender que perde por colocar outras pessoas em risco, há aqueles que temem, mas têm tanto medo, que acabam extrapolando.
O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região ratificou decisão de primeira instância a qual já acatava a demissão da trabalhadora por se recusar a tomar a vacina. E o pior, ela trabalhava em uma unidade hospitalar.
 
A trabalhadora tentou, em vão, dizer que incentivava outras pessoas e que participou de campanhas para isto, mas, contudo, ela mesma não cumpriu a norma e, mesmo advertida, insistiu na prática. Por este motivo, perdeu o emprego e a razão, uma vez que colocava outras pessoas em risco iminente.

Um juiz da cidade de Guaxupé determinou que se aplicassem uma segunda dose em um idoso que disse ter tomado duas doses da vacina e, um exame realizado 40 dias depois, não constava anticorpos suficientes para lhe garantir a imunização completa.
 
Por bem, o Ministério Público de Minas Gerais recorreu, entendendo que não havia explicação plausível ou estudo que indique a aplicação de três doses para que a cobertura seja concluída.
Imagine se o fato se tornar jurisprudência e muitos desejarem ir aos centros de imunização em busca de uma terceira dose? Não temos o suficiente para primeira dose para grande parte da população brasileira e ainda teremos que destinar um tanto para os temerosos.
 
Há momentos em que é preciso deixar as crendices e os medos de lado e seguir o que determinam os especialistas. Neste momento, os cientistas buscam respostas, ainda desencontradas. A nós, leigos em medicina (e no direito), cabe seguir as recomendações. Evitemos aglomerações, usemos máscara, utilizemos álcool em gel e torçamos para que outras pessoas façam o mesmo. Essa falta de calma e paciência dos cidadãos tem levado à morte milhares de pais, mães, filhos e avós.
 
Calma! Não deu para comemorar o aniversário neste ano, ano que vem façamos uma festa com aqueles que queremos bem. Aglomerar, “bebemorar” por nada é ser pobre de consciência.
Aprenderemos a curtir shows através de nossos aparelhos, bebendo em nossos copos, na nossa sala (ou varanda, ou campo, carro)... Curtiremos a vida bem mais e por mais tempo!


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