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Estado de Minas Editorial

Uma luz no fim do túnel


12/07/2021 04:00

Passados mais de um ano e quatro meses da confirmação do primeiro caso de infecção pelo novo coronavírus no Brasil, desencadeando crise sanitária sem precedentes, com uma segunda onda ainda mais devastadora no início de 2021, as estatísticas da pandemia indicam o que pode ser o prenúncio de uma trégua ao país.

Nas duas últimas semanas foram registrados recuos nas médias móveis de casos e de mortes, assim como a queda de internações hospitalares de pacientes com COVID-19 em grande parte dos estados fez aceno de algum alívio aos sufocados serviços de saúde. Os números da tragédia, porém, continuam em patamar muito alto. Uma média de óbitos em torno ou próxima de 1,5 mil, significa o descalabro de mais de 40 mil vidas perdidas no período de um mês.

Contudo, se surge uma luz no fim do túnel, ainda pequena, como observam especialistas, ela se deve ao avanço da vacinação, mesmo que em ritmo aquém do desejável, com cerca de um quarto da população já tendo tomado a primeira dose de uma das vacinas. Desse contingente, entretanto, pouco mais de um terço recebeu as necessárias duas doses – ou, no caso da Janssen, a aplicação única que confere a proteção desejada.

Preocupa o fato de muita gente já contemplada com a primeira injeção e apta a receber a segunda não tê-la tomado. Isso ocorreu por eventual falta de vacinas em várias cidades e capitais, mas também, em boa medida, por desinteresse ou negligência. Na semana passada, segundo o Ministério da Saúde, eram 3,5 milhões de pessoas com a segunda dose pendente, o que pode comprometer os esforços de ampla imunização.

“É importante que a população brasileira que tomou a primeira dose volte aos postos para receber a segunda. Só assim a imunização será completa”, destacou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante lançamento de campanha publicitária de incentivo à segunda etapa da vacinação. Campanha, aliás, mais do que bem-vinda.

Além do descaso com a segunda dose, outro comportamento reprovável de parte dos brasileiros e que acaba prejudicando a todos é o de recusar determinada vacina para esperar por outra considerada melhor. Vale ressaltar: todas as vacinas que vêm sendo disponibilizadas têm a devida aprovação e grau de eficácia adequado. Deve-se, portanto, tomar a que primeiro for oferecida e o mais rapidamente possível.

Como a ciência preconiza faz tempo, vacinas salvam vidas. Quanto mais a vacinação contra COVID-19 se acelerar, mais depressa a pandemia será controlada e a vida poderá voltar ao normal. Lembrando que é provável que as campanhas de vacinação tenham de ser retomadas periodicamente, como já ocorre com a gripe e outras doenças, para evitar que a tragédia se repita.

Tendo isso em vista, não custa torcer para o sucesso no desenvolvimento de uma vacina única, que proteja ao mesmo tempo da COVID-19 e da gripe, como já está sendo estudado pelo Instituto Butantan, o que em muito facilitaria as coisas para a população e para o poder público.


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