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Estado de Minas editorial

Resiliência na economia

O otimismo ganhou tração com o anúncio de que São Paulo conseguirá imunizar toda a população adulta até 15 de setembro


15/06/2021 04:00




O Brasil inicia a semana com uma boa notícia na economia. Depois da queda de 1,61% (dado revisado) em março, o primeiro recuo em 10 meses de altas consecutivas, a atividade produtiva no país voltou a registrar crescimento. É o que sinaliza o IBC-Br, índice do Banco Central conhecido como uma espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB). Divulgado na manhã de ontem, o indicador apurado pelo BC apontou avanço de 0,44% em abril na comparação com o mês anterior. No acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, o índice acumula alta de 4,77%.

Apesar de ter ficado abaixo da mediana nas apostas de analistas do mercado financeiro, o resultado do IBC-Br animou investidores, impulsionando alta na bolsa de valores e derrubando a cotação do dólar no país. O índice calculado pelo BC foi puxado por altas de 0,7% na prestação de serviços e de 1,8% nas vendas do varejo. O movimento positivo, avaliam especialistas, foi influenciado pelo pagamento do auxílio emergencial e pela flexibilização no funcionamento de atividades não essenciais nos estados e no Distrito Federal, compensando a queda de 1,3% na produção da indústria.

 
Mesmo não reproduzindo exatamente o comportamento do PIB, o indicador do Banco Central, mensurado mensalmente, permite um acompanhamento mais de perto da evolução das atividades produtivas no país. No primeiro trimestre, por exemplo, o IBC-Br apontava para expansão de 1,7% (dado revisado), enquanto o PIB oficial divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) teve alta de 1,2%. Vale ressaltar que março e abril foram os meses mais trágicos da pandemia em relação ao número de mortos por COVID-19 no país. Nada menos que 74.773 pessoas perderam a vida em março, e 71.665, em abril.

No país, de forma geral, economistas mostram apreensão com o ritmo lento da vacinação, com sinais de que o país está prestes a enfrentar uma devastadora terceira onda de COVID-19 e com a crise hídrica, que ameaça assombrar o país com a volta dos apagões. Ainda assim, mantêm a expectativa de nova rodada de bom desempenho para a atividade produtiva em maio, diante de dados positivos disponíveis até o momento. 

O otimismo ganhou tração com o anúncio de que São Paulo conseguirá imunizar toda a população adulta até 15 de setembro. Primeiro, porque o estado representa cerca de 30% do PIB do país. Segundo, porque serve como exemplo de que é possível acelerar a vacinação em todo o território nacional. No relatório Focus, divulgado ontem pelo Banco Central, os economistas do mercado financeiro voltaram a elevar a projeção de crescimento do PIB de 2021, que saiu de 4,36% para 4,8%. É a oitava vez seguida que eles revisam a estimativa para cima.


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