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Estado de Minas

É preciso substituir a tática ''kamikaze'' da polícia carioca


17/05/2021 04:00

Antônio Maurício
Bacharel em Direito pela Unimontes/MG, pós-graduando em direito público

O Brasil se deparou com o alto número de mortos na chamada Operação Exceptis, realizada na comunidade do Jacarezinho, no Rio de Janeiro (RJ). Entre os mortos, um policial atingido na cabeça, que tinha como missão fora do trabalho cuidar da mãe acamada em razão de um acidente vascular cerebral.

Situações tristes iguais a essa, como as das demais pessoas mortas e seus familiares, poderiam ser evitadas se o Estado substituísse a política de atuação policial do “matar ou morrer”.

É, de fato, uma causa nobre e um gesto de heroísmo patriótico arriscar a própria vida supostamente em defesa da paz coletiva. Mas, olhando para trás, vemos que esse modus operandi nunca produziu bons frutos. Ao contrário, ele causa um constante cenário de guerra em que todos os lados saem derrotados.

As organizações criminosas continuam em alta e a presença das milícias, desde 2018, só aumentou nas comunidades do Rio de Janeiro (RJ). O tráfico de drogas, por sua vez, bate recordes. Temos a polícia que mais mata e que mais morre no mundo.

Tornou-se ponto comum, depois do ocorrido no Jacarezinho, indagar: após tantas mortes, o problema social que motivou a operação foi resolvido? A paz coletiva foi garantida?

A resposta é um estrondoso e barulhento “não”. Tudo está como antes. A comunidade permanece dominada e as crianças que lá moram continuam expostas ao aliciamento pela criminalidade organizada.

Propostas e alternativas estratégicas de combate ao crime estão, por aí, aos montes. A academia e entidades especializadas em segurança pública oferecem soluções mais eficazes de combate ao tráfico e de diminuição da letalidade dessas operações.

Primeiramente, é preciso, no entanto, entender que já chega de mortes e que não mais compensa se investir em uma tática de guerra em que todos saem como perdedores. Sobretudo, é necessário que os agentes de polícia entendam que suas vidas importam e podem ser preservadas.


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