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Pandemia da COVID-19 e a saúde ocular

Irritação ocular e dores de cabeça, normalmente constatadas em adultos, têm sido queixas frequentes tanto em crianças quanto adolescentes


14/05/2021 04:00

Pedro V. Ferrari
Oftalmologista pela Universidade Federal de São Paulo, tem educação executiva pela Harvard Business School e é coordenador do Vera Cruz Oftalmologia
 
Flavio E. Hirai
Formado em oftalmologia pela Universidade Federal de São Paulo, tem doutorado pela Johns Hopkins University e é oftalmologista do Vera Cruz Hospital
 
Com a pandemia da COVID-19, boa parte da população permaneceu mais tempo em casa, em uma tentativa de conter a transmissão do vírus. Novas situações, tais como o home office ou aulas de crianças e adolescentes ministradas de forma on-line, acabaram se transformando na nova rotina de muitas famílias ao redor do mundo.

E a visão? Quais as consequências desse “novo normal” para nossos olhos?

O tempo de permanência frente a monitores, notebooks, celulares e tablets tem gerado muitas discussões quanto à saúde ocular. Nos adultos, a exposição excessiva não apresenta alterações diretas ao globo ocular em si. O que se observa é o aparecimento de uma nova “doença”, que chamamos de “Síndrome do Computador”. Os olhos humanos não estão programados, ainda, para o trabalho excessivo de perto, seja ele na frente do computador ou no telefone celular. Portanto, gastar longas horas nestes aparelhos contribui para o cansaço da visão. Como consequência, notamos um aumento das queixas de dor de cabeça, olho vermelho, lacrimejamento excessivo e visão embaçada, principalmente ao final do dia.

Estudos mostram que a diminuição das atividades ao ar livre e o aumento da proximidade (e do tempo) da visão em equipamentos eletrônicos podem contribuir para um crescimento da miopia entre as crianças. Irritação ocular e dores de cabeça, normalmente constatadas em adultos, têm sido queixas frequentes tanto em crianças quanto adolescentes.

Portanto, é importante salientar a relevância de visitas regulares ao oftalmologista. Durante a consulta de rotina, o médico consegue detectar, por exemplo, a necessidade do uso de óculos, que poderão ajudar na melhora dos sintomas. Outros cuidados incluem a diminuição do tempo exposto aos eletrônicos. Aqueles que trabalham com computadores devem se atentar à distância do monitor, evitando deixá-lo muito próximo. É importante, inclusive, realizar pausas durante o dia para que os olhos “relaxem”. A melhor forma de descansar a visão é gastar alguns segundos olhando para um objeto distante, a mais de 6 metros de distância.

Para as crianças e adolescentes, recomenda-se aumentar o tempo de atividades externas, como, por exemplo, a prática de esportes. A diminuição do tempo de tela também é importante no controle dos sintomas. Na dúvida, a visita ao médico oftalmologista para uma avaliação mais detalhada deve ser realizada. 


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