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Obesidade infantil: desafio de pais e filhos


11/04/2021 04:00

Flávia Coimbra
Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional Minas Gerais (Sbem-MG)

Muitas pessoas dizem que criança “gordinha” é sinal de saúde, mas a realidade mostra que não é bem assim. O excesso de peso provoca sérias complicações aos pequenos. Uma em cada três crianças brasileiras está acima do peso, de acordo com o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) de 2019, e muitas sofrem com comorbidades, como hipertensão, diabetes e colesterol alto. Os números são preocupantes e a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que, se a situação não mudar até 2030, o Brasil ocupará o quinto lugar no ranking dos países com maior número de crianças e adolescentes obesos. A mudança para um estilo de vida saudável dos pequenos, com a participação ativa dos pais, é o primeiro passo para reverter esse cenário.

O Sisvan (2019) apontou que 16,33% das crianças brasileiras entre 5 e 10 anos estão com sobrepeso; 9,38%, com obesidade; e 5,22%, com obesidade grave. Em relação aos adolescentes, 18% apresentam sobrepeso; 9,53% são obesos; e 3,98% têm obesidade grave. De acordo com o Ministério da Saúde, crianças acima do peso possuem 75% mais chance de se tornar adolescentes obesos, sendo que 89% desses podem ser adultos obesos.

A obesidade infantil é uma doença caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal na criança e no adolescente. Cada vez mais, crianças com sobrepeso chegam aos consultórios apresentando alterações no colesterol, na glicemia, nos níveis de triglicérides, na pressão arterial, sofrendo com a baixa autoestima e com o bullying na escola.

O tratamento deve começar pelo exemplo dos pais, estimulando a prática de exercícios físicos, facilitando o acesso a alimentos saudáveis e limitando o tempo dos pequenos em frente à televisão, celulares, tablets e computadores. A dica é que a atividade física seja incorporada, naturalmente, à rotina, com brincadeiras que estimulem os movimentos.

As pesquisas também apontam que as refeições em família são essenciais para evitar o ganho de peso, pois as crianças prestam mais atenção aos alimentos ingeridos, o que não acontece quando estão comendo em frente à televisão. Os pais devem priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, carnes magras, leite e derivados magros. Já os ultraprocessados (industrializados), como biscoitos recheados, salgadinhos e outros, devem ser evitados, pois são ricos em calorias, sódio e gordura saturada.

Uma outra dica é incentivar as crianças a participarem do preparo das refeições, para a descoberta de novos sabores e texturas, estimulando uma alimentação mais adequada. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem) e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) divulgam o e-Book “Lancheira saudável”, apresentando o passo a passo na hora de preparar os alimentos da garotada com receitas fáceis e criativas. O material está disponível em www.endocrino.org.br/e-book-lancheira-saudavel.

Com a ajuda dos pais, as crianças e os adolescentes podem ter o peso ideal e de uma maneira saudável, contribuindo, significativamente, para uma melhor qualidade de vida e para a redução da obesidade infantil no Brasil.


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