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Felicidade foi embora


28/03/2021 04:00

O mundo inteiro, com raras exceções, sofre há mais de ano com a avassaladora pandemia do novo coronavírus. No Brasil, atual epicentro dessa hecatombe planetária, parece que ninguém mais fala de outro assunto. De norte a sul, de leste a oeste, recordes sucessivos no número de mortes e de casos assombram o país e povoam o noticiário de emissoras de rádio, televisão, revistas e jornais impressos. Também invadiram sites e redes sociais, como Facebook, Twitter, Instagram... Certamente, por isso, quase ninguém tenha dado a devida atenção ao mais recente Relatório Mundial da Felicidade, divulgado na semana passada.

Estruturado para mensurar o impacto da pandemia na felicidade dos povos, o levantamento mostra que a COVID-19 afetou seriamente a famosa alegria dos brasileiros: o país despencou nada menos que 12 posições no ranking da felicidade. Hoje, está no 41º lugar e perdeu para o vizinho Uruguai (30º) o posto de nação mais feliz da América do Sul. De forma geral, o estudo constatou que o coronavírus influenciou negativamente o humor das pessoas em todos os 149 países pesquisados. E a conclusão, não poderia ser diferente, é que a pandemia impôs graves perdas ao bem-estar social global, levando a um aumento da infelicidade em todo o mundo.

No topo das nações onde os habitantes se sentem mais felizes estão oito países da Europa. Pela segunda vez consecutiva, a Finlândia lidera o ranking, seguida de Islândia, Dinamarca, Suíça, Holanda, Suécia, Alemanha e Noruega. No nono lugar vem a Nova Zelândia, país cujo governo foi destaque internacional no enfrentamento ao novo coronavírus. No relatório, destacam os autores: “As evidências mostram que o moral das pessoas melhora quando o governo age”.

Coordenado pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável, ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), o estudo conta com suporte de pesquisas feitas pelo Gallup, Banco Mundial e Organização Mundial da Saúde (OMS). E envolve dados relativos a uma série de variáveis de bem-estar e indicadores que medem condições econômicas e sociais de um país: PIB per capita; assistência social; vida saudável; expectativa de vida; liberdade para fazer escolhas; confiança; generosidade; ausência de corrupção.

Cada quesito recebe uma nota que vai de zero a 10. Os resultados são analisados por especialistas de diversas áreas – psicólogos, economistas, estatísticos – e servem de suporte para que a ONU avalie e acompanhe a evolução do bem-estar e do estado de felicidade da população, tanto de forma global quanto da situação específica de cada país. Em suma, o estudo alerta para o óbvio: o progresso de uma nação vai muito além de um PIB robusto. De nada adianta a riqueza concentrada nas mãos de uma minoria, enquanto a maioria fica cada vez mais pobre, mais miserável. Como ressalta um dos coordenadores do relatório, o economista Jeffrey Sachs, é preciso que, no enfrentamento dos desafios do desenvolvimento social, os países não percam o foco no bem-estar geral dos cidadãos. Senão, sentencia, a mera riqueza será passageira.


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