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Estado de Minas EDITORIAL

Vacinar é medida econômica


03/03/2021 04:00

A primeira medida para reativar a economia, neste momento no qual o vírus da COVID-19 coloca novamente o país numa situação de mortes crescentes pela doença e de colapso nos sistemas de saúde de estados e municípios, é a vacinação massiva da população contra a doença, que, além de ceifar vidas – e já foram mais de 255 mil desde o primeiro caso, há um ano –, tem como efeito colateral o fechamento de empresas e o desemprego. A vacinação em massa, defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e por especialistas econômicos, tem o aval das empresas, que já se dispuseram a adquirir imunizantes para seus trabalhadores.

Transformada em questão política, a vacina contra a COVID avança a passos lentos no país em meio à falta de coordenação geral do combate à pandemia no Brasil e à disputa entre a União e os estados. Nessa briga, o vencedor tem sido o vírus. No ano passado, com as restrições às atividades não essenciais, 72,5 mil lojas foram fechadas em todo o país, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio. O número é o maior desde a crise de 2016, quando mais de 105 mil empresas do comércio fecharam as portas. E pior, 98,8% desses estabelecimentos fechados pela pandemia eram de micro e pequeno portes. São elas que respondem por 84% dos empregos no Brasil.

É preciso observar que, embora alto, esse número de fechamento de empresas não foi o recorde histórico mesmo com a pandemia. E isso ocorreu porque, após o impacto inicial e a adoção de medidas restritivas que reduziram a circulação do vírus, houve a reativação gradual das atividades econômicas, que se valeram do crescimento expressivo do e-commerce para garantir a sobrevivência. Sem contar medidas que aliviaram o caixa das empresas e mantiveram os salários e o pagamento do auxílio emergencial.

Os números deixam claro que a recuperação da economia depende da livre circulação de pessoas e do funcionamento normal das atividades econômicas. Mas, sem a imunização, o que se gera é uma reação momentânea, seguida de aumento dos casos e mortes por COVID-19, que forçam a adoção de novas medidas restritivas, que freiam a retomada, num efeito sanfona. É preciso garantir que haja crescimento econômico continuado sem que o custo para isso seja o aumento das mortes. Essa é a premissa que deve nortear as ações dos governos em todas as esferas. Nela, fica cada vez mais evidente que a prioridade é acelerar a vacinação, para se acabar com a perda de vidas e de empresas.

Até que se alcance o nível de imunização preconizado pela ciência como garantia de que o controle da COVID-19 seja alcançado, o país precisa também avançar nas reformas para reduzir o peso do estado sobre a atividade econômica e enxugar sua estrutura administrativa, cortando excessos que não são mais suportados pela sociedade, que sofre com o empobrecimento de um lado e o aumento do custo de vida do outro. A aprovação da PEC Emergencial é um primeiro passo, pois vai garantir o pagamento de nova rodada de auxílio emergencial, mas é preciso que ele seja dado de forma que não haja cortes em investimentos em educação e saúde, que são a chave para reduzir a desigualdade e assegurar sustentabilidade ao crescimento econômico no longo prazo. 


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