Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. ASSINE AGORA >>

Publicidade

Estado de Minas editorial

Prudência no carnaval

O samba-enredo em defesa da saúde e da vida inspira cautela, prevenção, regras de proteção individual e tem como refrão 'fique em casa'


13/02/2021 04:00

O pesadelo da pandemia do novo coronavírus não passou. Estamos longe de despertar do horror causado pela COVID-19, que ceifou a vida de mais de 230 mil brasileiros – o segundo maior número de óbitos do planeta – e infectou quase 10 milhões. Em todo o mundo, o número de óbitos supera 2,3 milhões. Enquanto isso, as mutações do vírus desafiam os cientistas e pesquisadores. O risco de os imunizantes até agora produzidos não terem a eficácia esperada é grande. A Organização Mundial da Saúde (OMS), na última terça-feira, divulgou alerta sobre a possibilidade de redução de anticorpos capazes de bloquear a ação da cepa identificada em Manaus.
 
No Brasil, faltam vacinas. Em estado de vigília, constata-se que promessas e previsões não se confirmam. Há uma desordem que aumenta a ansiedade de muitos e permite que o vírus, em variantes atualizadas – três foram identificadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – tenha maior velocidade de contaminação e força para retirar a vida das pessoas. Pouco mais de 2,1% da população foi vacinada. A meta é imunizar pelo menos 150 milhões dos 211 milhões de brasileiros. Mantido o atual compasso, o ciclo não será concluído sequer no próximo ano. Pelo ritmo atual, indicam as projeções, o processo levará quatro anos.
 
O relaxamento do isolamento social ocorrido no fim do ano levou milhares de pessoas às praias, permitiu a abertura do comércio, bares, restaurantes, além das comemorações natalinas e festas clandestinas. Muitos foram às compras, deixando de lado as medidas protetivas – sem máscara ou higienização das mãos a cada instante, como recomendam as autoridades sanitárias. Resultado: uma segunda onda da crise, muito mais violenta, se abateu sobre o país. Mais pessoas foram infectadas. Unidades públicas de saúde entraram em colapso. Em Manaus, dezenas morreram até por falta de oxigênio. O número de vítimas agora passa de mil a cada 24 horas.
 
Hoje é carnaval. Tamborins, reco-recos, surdos, cuícas, cavaquinhos estão em silêncio. Não vão ecoar nas avenidas nem ditar o ritmo para os foliões. A prudência e as orientações da ciência impedem o ingresso no reinado de Momo. A maior festa popular do mundo, que sempre atraiu gente de todos os continentes ao Brasil, foi suspensa. A defesa da vida e o luto que consterna o país são incompatíveis com a comemoração.
 
O samba-enredo em defesa da saúde e da vida inspira cautela, prevenção, regras de proteção individual e tem como refrão “fique em casa”. Rejeite aglomerações. Momo é um ser imortal e estará com seu reino sempre pleno de alegrias e colorido para uma folia saudável, tão logo a ciência consiga aprisionar o senhor da tristeza ou estraga-prazer, conhecido como novo coronavírus.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade