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Estado de Minas editorial

Crise na saúde fica mais grave


12/01/2021 04:00

Em todo o planeta, quase 20 milhões de pessoas foram imunizadas contra o novo coronavírus, desde dezembro até ontem. Hoje, no mundo, são mais de 90 milhões de infectados e o número de óbitos está próximo a 2 milhões. No Brasil, são mais de 200 mil mortos, 8,1 milhões de infectados e, em média, mil vidas são ceifadas a cada 24 horas.

Entre setembro e outubro, a maioria dos países europeus e várias outras nações relaxaram o isolamento social. Naquele período, a pandemia do novo coronavírus sinalizava estabilidade ou declínio. Vários setores da economia, principalmente o comércio, voltaram a funcionar. Mas a trégua durou pouco. A segunda onda do vírus tornou-se um tsunami e colocou a Europa, mais uma vez, como epicentro da crise sanitária.

As variantes do vírus se propagam em velocidade muito maior do que a da primeira onda da pandemia. O fenômeno tem levado os governos a tomarem medidas drásticas, com o lockdown em Portugal, Alemanha, Espanha, Itália, Reino Unido, Áustria, Espanha, Suíça e Grécia, entre outros.

O Reino Unido foi o primeiro país, em 8 de dezembro, a iniciar a vacinação contra a COVID-19. Oito dias depois, os Estados Unidos deram a largada entre os norte-americanos. Hoje, mais de 50 países tentam conter a doença, que vem se alastrando, por meio de outras variantes do vírus, que, segundo especialistas, não comprometem a eficácia das vacinas até agora testadas e aprovadas pela ciência.

Na América do Sul, o Chile iniciou a imunização da população com a vacina desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Pfizer e pela alemã BioNTech. A Argentina vem vacinando seus cidadãos desde o fim de dezembro e foi o primeiro país latino a optar pela Sputnik V, de origem russa.

O Brasil ainda não fixou data para a largada da imunização em massa – oscila entre o próximo dia 20 e os primeiros dias de março. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) analisa pelo menos duas vacinas: a CoronaVac, resultado de uma parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac, e a da AstraZeneca, a partir de um acordo entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade de Oxford, no Reino Unido. O Ministério da Saúde negocia com outras farmacêuticas a compra de mais vacinas, além de insumos.

O recrudescimento violento da crise no país não resulta apenas do encontro com pessoas que vieram de outros continentes. Em grande parte, deve-se à irresponsabilidade e ao descaso com as regras de prevenção estabelecidas pela ciência. No fim do ano, os brasileiros lotaram as praias, promoveram, e seguem promovendo, aglomerações em festas clandestinas, sem máscaras ou qualquer outro cuidado. Os bares ficam superlotados.

Os que menosprezam a força da COVID-19 agem como se, na virada do ano, o vírus tivesse deixado de existir, apesar de todos os alertas. As autoridades fazem o que podem e quando têm condições para conter a crise sanitária. A Constituição estabelece que saúde é direito de todos e dever do Estado. Mas preservar a própria vida depende mais de uma atitude individual responsável. Infelizmente, parte dos brasileiros esqueceu o que é solidariedade e respeito. Uma pena.


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