Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. ASSINE AGORA >>

Publicidade

Estado de Minas editorial

Recorde de desemprego

Atualmente, num grupo de 100 brasileiros em condições de trabalhar, somente 47 estão empregados


28/11/2020 04:00

 A crise que chegou junto com a pandemia do novo coronavírus não para de provocar estragos no mercado de trabalho. Novo recorde de desemprego foi batido no terceiro trimestre deste ano, alcançando 14,1 milhões de brasileiros que não conseguem uma vaga formal. Pelos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 1,3 milhão de trabalhadores entraram na fila do desemprego neste período, o que agrava ainda mais a já complicada situação econômica do país.
 
O levantamento divulgado ontem também mostra uma taxa recorde de 30,3% de subutilização, o que significa que o Brasil tem um contingente de 33,2 milhões de trabalhadores subutilizados. Outro triste recorde diz respeito aos desalentados, que agora somam 5,9 milhões. Os dados da Pnad é uma ducha de água fria no ânimo das autoridades econômicas, que um dia antes comemoravam o resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que revelou a criação surpreendente de 394.989 vagas com carteira assinada.
 
Economistas ressaltam que a pandemia desencadeou um processo de aniquilamento do mercado de trabalho brasileiro, com o nível de ocupação - índice que calcula a proporção de pessoas ocupadas na faixa populacional apta a trabalhar - chegar a 46,8%, o menor patamar em 28 anos. A taxa é a pior desde 1992, quando teve início a série histórica. De acordo com estudo da Pnad, o país perdeu 12 milhões de postos de trabalho no trimestre encerrado em agosto.
 
O levantamento é amplo e abrange os mercados formal e informal e considera tanto empregados quanto empregadores, além dos que trabalham por conta própria. Atualmente, num grupo de 100 brasileiros em condições de trabalhar (acima de 14 anos, segundo metodologia do IBGE), somente 47 estão empregados. Em 1992, esse número era de 60 trabalhadores, o que demonstra o esvaziamento do mercado.
 
Especialistas destacam que a pandemia aportou no Brasil quando a economia ainda não tinha recuperado as perdas causadas pela recessão de 2015e 2016, desencadeada pela desastrosa política econômica do governo da época. No final de 2014, portanto antes do período recessivo, o nível de ocupação era de 56,9% e, em março de 2017, chegou a 53,1%. O índice vinha se recuperando e alcançou 55,1% em dezembro de 2019, mas a pandemia jogou a taxa para 46,8%..
 
Ainda existe muita incerteza quanto à evolução dos efeitos do novo coronavírus no mercado de trabalho. No entanto, esse cenário só pode ser modificado, para melhor, se o governo apostar na aprovação das reformas estruturantes que continuam paradas no Congresso Nacional.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade