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Estado de Minas

Uma caixa-preta no STF


26/10/2020 04:00

Fábio P. Doyle
Da Academia Mineira de Letras.
Jornalista
 
Abram os jornais, acessem os noticiários das emissoras de TV. Os assuntos principais são sempre os mesmos nos últimos dias e últimos tempos. Um senador de Roraima apanhado pela Polícia Federal escondendo dinheiro nas partes chamadas íntimas, dentro das cuecas. Desembargador piauiense, que quase ninguém conhecia em Brasília, em Minas, em São Paulo, no Sul e no resto do país, indicado por Bolsonaro para vaga no STF, criticado e aprovado pelo Senado. E desde março, manchetes repetidas sobre o coronavírus que veio da China comunista.
 
Os articulistas que atuam na mídia viram e reviram o que acontece no país, no estado, nos municípios, em busca de um assunto, de um fato que possa merecer um comentário, uma análise crítica que seja capaz de interessar, de prender a atenção do leitor. Difícil.
 
O jeito, se me permitem, será preencher o espaço que me oferecem todas as segundas-feiras com notas mais curtas sobre o que de interessante e polêmico poderia despertar curiosidade e atenção. É o que tentarei fazer. Notem que a falta de assunto já tomou metade do espaço habitual...
Como algumas redes de TV maltratam os que acompanham seus programas! Uma, a do programa do Datena, reproduz o que ele e seus convidados dizem, em textos simultâneos escritos na tela, colocando-os em cima do que já existe no mesmo espaço, o que impede a leitura dos dois... Além disso, com incorreções redacionais que os tornam, quando se consegue decifrar alguma palavra, ridículos, pitorescos, vergonhosos pela pobreza vernacular e gramatical. Será que os seus dirigentes não percebem?
 
Outro exagero criticável é o abandono total do "nós" nas conversas, nos textos, trocado pelo "a gente". Para exemplificar, uma declaração feita por um político e publicada: "A gente percebe o empenho do presidente e de seu ministro Paulo Guedes em recuperar a economia". E logo adiante: "É muito claro para a gente, a necessidade...". E mais: "A gente apoia...". Que gente ou agente seria esta/este? Muito mais correto e elegante ficaria com "nós percebemos" , "para nós é muito clara a...", "nós apoiamos...". Concordam?
 
A matança criminosa continua, no RJ, SP até em MG. Matam inocentes, crianças, pais e mães nas favelas. Planejadamente ou com as chamadas balas perdidas. É preciso enfrentar os bandidos, prender, condenar a penas duras, 15, 20 anos de reclusão, acabar com qualquer tipo de benefício legal.
 
E é preciso lembrar que você, cidadão, tem também parte da responsabilidade pelo que acontece, ou deixa de acontecer, no seu país, quer na área política e administrativamente, quer na aplicação pelo Judiciário das sanções e punições aos que cometem crimes.
 
O eleitor ingênuo é o responsável pelo estado calamitoso das administrações incompetentes ou corruptas. Ao votar, pense em sua cidade, em sua família, em sua comunidade. Não acredite em promessas vazias de conteúdo, falsas, apresentadas e publicadas a troco de muito dinheiro, que planejam recuperar se eleitos, e com recuperação garantida nos casos de reeleição.
 
Por que será que todos os bancos estão insistindo tanto para que seus correntistas adiram ao PIX, novo sistema de pagar contas? Dá para    desconfiar. Aliás, já foi noticiado que o PIX é facilmente invadido pelos hackers em busca de CPFs, números de contas bancárias e de senhas
Kássio Nunes Neto, piauiense indicado por Bolsonaro para o STF com o objetivo de prestigiar o Nordeste, foi aprovado por 57 votos – 10 senadores votaram pela sua rejeição. Hábil na sabatina, que durou nove horas, respondeu às perguntas formais sem tomar posição definitiva. Tergiversou, desconversou, não assumiu compromisso sobre seu posicionamento diante dos temas expostos. Uma caixa muito preta.
 
No plenário, um espetáculo de exibicionismo medíocre, cansativo, ridículo, proporcionado por senadores que só queriam aparecer na TV Senado. Como convém a um Congresso subdesenvolvido.
Uma internacional. O presidente dos EUA, Donald Trump, candidato a novo mandato, participava de uma entrevista de campanha no programa 60 minutos, o de maior audiência da CBS. Quando a entrevista completava 45 minutos, não gostando de uma pergunta da jornalista, ele se levantou irritado e foi embora. Tudo transmitido ao vivo. Foi um sucesso televisivo. Trump, bravo com a repórter, saiu sem dizer adeus. 


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