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Comércio exterior entre Brasil e EUA

Que as duas partes sejam favorecidas, o que não tem acontecido ultimamente em favor do Brasil


26/10/2020 04:00

Francisco Américo Cassano
Doutor em ciências sociais (concentração em relações internacionais), professor adjunto e pesquisador do tema relações e negócios internacionais na Universidade Presbiteriana Mackenzie 
Os Estados Unidos, ao longo do tempo, identificaram-se como um dos principais destinos e origens das relações comerciais internacionais do Brasil. Essa tradição se mantém na atualidade, porém, a partir de 2009, ocorreu o retorno no déficit da balança comercial brasileira com esse importante mercado (convém fazermos duas importantes ressalvas: tradicionalmente, o saldo nos foi deficitário, porém, a partir de 2000, havia se tornado superavitário; no período 2009-2019 ocorreu um superávit em 2017).
 
Em 2020, entre janeiro e agosto, o saldo da balança comercial brasileira com os EUA mantém-se deficitário, com a agravante de uma queda tanto no valor das exportações (diminuição de 32% em relação ao mesmo período de 2019) como no valor das importações (diminuição de 18% em relação ao mesmo período de 2019).
 
Tais decréscimos nos valores das exportações e das importações brasileiras (para e vinda dos EUA) podem ser explicados pelos efeitos causados pela pandemia da COVID-19. Mesmo assim, cabe destacar que houve aumento nas exportações brasileiras para os EUA de geradores elétricos (15,4%) e de madeira parcialmente trabalhada/dormentes trabalhados (2,2%), enquanto que diminuíram as exportações de óleos brutos de petróleo cru    (-61,5%) e de aeronaves e equipamentos aeronáuticos  (-58,7%); verificando-se o mesmo quadro nas importações brasileiras de origem norte-americana, houve aumento nas instalações e equipamentos de engenharia (93,6%) e de inseticidas/herbicidas/outros (5,4%), com diminuição de carvão, mesmo em pó (-49,3%), e adubos ou fertilizantes (-22,7%).
 
A fim de retomar a intensidade do comércio entre os dois países, seus governantes discutem ampliar o mercado recíproco de etanol e de açúcar, podendo incluir-se o milho produzido nos dois países. O etanol é um subproduto extraído do milho norte-americano e da cana-de- açúcar brasileira, porém, como o petróleo tem o seu preço em queda, o etanol extraído do milho tornou-se caro e há excedente nos EUA que poderia ser aproveitado no mercado brasileiro, abrindo-se, assim, uma oportunidade para o ingresso do açúcar brasileiro no mercado norte-americano, o que é desejado há muito tempo pelos produtores brasileiros. Tais possibilidades estão em andamento, mas, para demonstrar interesse e contribuir para um desfecho satisfatório para ambos os lados, o governo brasileiro isentou o etanol norte-americano de tarifas de importação pelo prazo de 90 dias.
Convém aguardarem-se os resultados dessas negociações e que as duas partes sejam favorecidas, o que não tem acontecido ultimamente em favor do Brasil. 
 
 
 
 


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