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Como a crise ajudou na popularização do bitcoin


26/09/2020 04:00

Daniel Coquieri
COO e cofundador da BitcoinTrade, corretora especializada no mercado brasileiro de criptomoedas

Com a notícia da pandemia do coronavírus, todo o mercado de investimentos tradicional e digital foi impactado com a notícia. Sendo assim, as criptomoedas também sentiram a queda de mais de 50% do preço do bitcoin e também uma grande perda no tamanho da capitalização do mercado. Porém, o que chamou muito a atenção dos investidores foi a rápida recuperação que a criptomoeda teve em relação aos outros ativos tradicionais.

Motivada pela descentralização do setor, ou seja, diferente do dólar ou ações, que dependem das decisões de um governo, o bitcoin não é interferido pelo isolamento social e fechamento do comércio, e sim pela oferta e procura. E foi isso que acarretou na queda no início da pandemia, pois no desespero, as pessoas optaram por tirar suas aplicações em bitcoins para acessar suas moedas fiduciárias e pagar contas, gastar com emergências.

O fato de o mercado de criptomoedas estar performando acima dos demais e a queda menor do que nas grandes bolsas do mundo trouxe destaque e um olhar curioso dos investidores. O número de notícias sobre o bitcoin cresce, pessoas interessadas em conhecer o setor e estudando sobre ele também foram pontos que auxiliaram na popularização do ativo durante a crise.

Outro aspecto que chamou a atenção do mercado foi o Halving, evento que acontece de quatro em quatro anos e que interfere, diretamente, no valor do bitcoin. O Halving corta pela metade a emissão de novos bitcoins no blockchain, fazendo com que diminua a quantidade da moeda digital no mercado e, com a procura, aumente o valor de negociação.

Diante desse interesse de novos investidores e a pouca idade do mercado de criptomoedas, é importante destacar, também, que carecemos de iniciativas de educação financeira, que têm crescido nos últimos anos, auxiliando na popularização do setor. Com as moedas digitais, assim como qualquer investimento, é necessário entender o mercado, a volatilidade da moeda, como funciona a tecnologia blockchain e quais as vantagens desse tipo de investimento, já que se trata de um sistema totalmente disruptivo.

Um outro ponto que tem sido cada vez mais combatido pelas corretoras e positivo para a popularização da moeda é a segurança. O uso de criptomoedas para fins ilícitos é um grande impeditivo para a propagação dessa modalidade. E cada vez mais a segurança e alertas com golpes têm vindo à tona, fazendo com que o investidor tenha mais segurança no mercado, aumentando, então, a disseminação da moeda.

Mas a grande lição que a pandemia trouxe aos investidores do mercado criptoativo foi entender a importância de analisar as aplicações em bitcoins a longo prazo, graças ao seu potencial de impacto em termos de tecnologia. E vale lembrar que o ideal não é comprar tudo de uma vez. Separe seu investimento em alguns pedaços e faça compras parciais com o tempo, aproveitando as quedas que acontecem no ativo.


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