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Equidade de gênero: questão urgente e necessária


22/09/2020 04:00

Leo Cesar Melo
CEO da Allonda, empresa de engenharia com foco em soluções sustentáveis 

O estudo “O poder da paridade”, realizado pela McKinsey Global Institute, apontou que empresas com alta representatividade de mulheres no comitê executivo apresentam retorno médio sobre capital 47% maior, além de um faturamento 55% superior. O mesmo levantamento indica que a igualdade plena de gêneros em escala global poderia dobrar a contribuição das mulheres para o PIB mundial, podendo somar até US$ 28 trilhões à economia global. E no Brasil, de acordo com o Banco Mundial, essa ampliação da participação feminina no mercado de trabalho resultaria também em um aumento do nosso PIB em 3,3%, ou seja, um incremento de aproximadamente R$ 383 bilhões na nossa economia.

Garantir uma maior participação das mulheres deve, no entanto, ir para além da análise dos fatores econômicos. A valorização feminina deve partir do entendimento e do reconhecimento de que oferecer oportunidade a profissionais que tenham outro olhar sobre as coisas, com elevada capacidade técnica, alta performance e poder de entrega traz resultados enriquecedores tanto do ponto de vista social como para os negócios de qualquer companhia.

No mercado de engenharia, em que culturalmente no país a predominância masculina ainda é muito forte, a Allonda, que conta atualmente com aproximadamente 1.000 colaboradores, trabalha para que essa transformação do setor com a questão do gênero aconteça, buscando uma participação feminina cada vez maior. Até o ano passado, o board feminino da companhia era de 14%. Este ano, o índice já chega a 33%. Para melhorar ainda mais esse quadro, a corporação tem como metas saltar de 10% para 20% a presença de profissionais do sexo feminino em suas obras, até 2022, assim como alcançar a equidade completa (50%) em seus escritórios.

O respeito à diversidade é e sempre foi um dos pilares de desenvolvimento sustentável da companhia, faz parte do DNA da empresa. Com 20 anos de história, temos aprendido e demonstrado na prática, cada vez mais, o quanto isso tem sido positivo. Um bom exemplo é o time de suprimentos, segmento da engenharia em que, tradicionalmente, os homens são grande maioria, mas que na Allonda é formado por 64% de profissionais do sexo feminino. Ao ampliar a participação de mulheres nesse campo de atuação, passamos a ter um ambiente mais inovador e inclusivo, o que tem contribuído de forma significativa para atingir os objetivos traçados pela empresa.

Para reforçar ainda mais as políticas de valorização feminina, recentemente, a organização também se tornou signatária dos Princípios de Empoderamento das Mulheres (Women’s Empowerment Principles – WEPs, na sigla em inglês), criado pela ONU Mulheres e pelo Pacto Global. A iniciativa tem como finalidade empoderar as mulheres e promover a equidade de gênero em todas as atividades sociais e da economia. Em todo o mundo, o Brasil ocupa o terceiro lugar num ranking internacional de mais de 2.000 empresas, com a participação de aproximadamente 200 companhias, com as quais orgulhosamente a Allonda agora se junta.

Que a força feminina seja cada vez mais valorizada. E que o respeito e o reconhecimento às mulheres e à diversidade sigam em constante evolução.


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