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COVID-19: presente e futuro

As empresas organizadas têm colocado seus conhecimentos de gestão, logística e monitoramento para garantir que o apoio e os recursos cheguem rapidamente para quem mais precisa


21/09/2020 04:00

Carla Duprat
Diretora-executiva do Instituto InterCement

Carola Matarazzo
Diretora-executiva do Movimento Bem Maior

Antonio Batista
Presidente-executivo da Fundação Dom Cabral


O vírus da COVID-19 não escolhe classe social. Os índices de contaminação no Brasil, porém, demonstram que a doença afeta muito mais severamente as camadas mais vulneráveis da população.

A primeira pesquisa Pnad COVID-19, publicada pelo IBGE, mostrou que entre 4,2 milhões de brasileiros que apresentaram sintomas da doença, somente 12,5% se formaram em faculdade. Já quase 50% não têm instrução, ou possuem apenas os ensinos fundamental ou médio incompletos. Outro estudo, realizado pela Consumoteca, indica que a população mais pobre é a mais ansiosa para voltar a consumir – frequentar lojas e shoppings, por exemplo, porém foi justamente a que teve seus empregos mais afetados pela pandemia.

Aqueles que se preocupam com a superação da pandemia sob a perspectiva social têm uma missão cada vez mais urgente: garantir apoio imediato para os grupos mais vulneráveis e, ao mesmo passo, construir um caminho para que essas pessoas estejam numa condição melhor e mais protegida no futuro.

As organizações não governamentais e as entidades filantrópicas sérias trabalham à frente de projetos que visam ajudar a superar a pandemia e, mais do que isso, que sejam capazes de promover a transformação social necessária para redução da desigualdade no longo prazo. Equilibrar as duas pontas não é uma tarefa trivial.

Tais instituições estão acostumadas a lidar com toda sorte de situações, mas a pandemia expôs uma questão central: a urgência. As pessoas não podem esperar. Não há tempo a perder. A emergência do cenário atual também está contribuindo para fazer germinar e fortalecer o papel social das grandes empresas. A pandemia deixou ainda mais evidente a responsabilidade dos agentes econômicos e das lideranças empresariais e a necessidade de ações coordenadas, movidas pelo senso da cooperação.

O Grupo de Fundações, Institutos e Empresas (Gife) preconiza que é necessário planejar, monitorar e avaliar o uso do recurso privado para fins públicos para gerar impacto social transformador. Esse conceito também é muito comum na rotina de executivos de grandes empresas, que planejam, supervisionam e executam ações em busca do melhor resultado para as suas corporações. Com o advento da COVID-19, esses dois mundos têm unido forças.

Além das doações tão fundamentais para socorrer as necessidades mais urgentes, outro tipo de papel desponta em meio a esta pandemia: as empresas organizadas têm colocado seus conhecimentos de gestão, logística e monitoramento para garantir que o apoio e os recursos cheguem rapidamente para quem mais precisa e viabilizar um novo caminho em que esses grupos sociais mais vulneráveis possam superar, definitivamente, a condição em que atualmente se encontram.

Como conselheiros voluntários do comitê social, nós três estamos participando de uma iniciativa que demonstra o poder transformador da união entre terceiro setor e iniciativa privada: o programa Fazer o Bem Faz Bem, da JBS, que está destinando R$ 20 milhões para projetos com foco social, capazes de atender e apoiar mais de dois milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade no Brasil.

No total, o programa para enfrentamento da COVID-19 está doando R$ 400 milhões no país, cobrindo, também, as frentes de saúde pública e incentivo à ciência. Além das doações, a capilaridade da empresa, com unidades de produção em todas as regiões do país, tem sido um grande ativo para garantir que os recursos sejam destinados e cheguem aos lugares certos.

São cerca de 100 projetos apoiados. Destacamos três exemplos que reservam algo em comum: miram na urgência do presente, mas proporcionam resultados igualmente valorosos para o futuro. Essa é a dimensão que se pretende alcançar.

O Rede Cidadã, que atende crianças e adolescentes de diversos estados do Brasil e oferece cursos de capacitação e empreendedorismo, está recebendo aporte para potencializar seu alcance. Recursos também serão destinados para o Aldeias Infantis SOS, que abriga e oferece guarida e educação para milhares de crianças por todo o Brasil. O Cedac, que atua na região do cerrado e apoia agricultores familiares e extrativistas, oferecendo capacitação e formação em agroecologia, também está na lista de projetos que estão recebendo apoio financeiro.

Agir nas necessidades de hoje, com uma visão de longo prazo, contribuindo para que comunidades e grupos sociais se fortaleçam e enfrentem os futuros desafios é o que vai fazer a diferença para atravessar a pandemia e fazer nascer um amanhã mais inclusivo e próspero para todos. É nisso que acreditamos.


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