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Nunca desista do seu país

Nunca é tarde para as pessoas se redimirem, fazer o mea-culpa e assumir novas posturas na defesa do certo, do ético


19/09/2020 04:00 - atualizado 18/09/2020 19:53

Wilson Campos
Advogado, presidente da Comissão de Defesa da Cidadania 
e dos Interesses Coletivos da Sociedade da OAB-MG 
e delegado de prerrogativas da OAB/MG
 
 
e tem algo que me entristece profundamente é ver alguém falar mal do Brasil ou dizer que vai embora para o exterior porque "isso aqui não tem jeito". Ora, quem faz o país melhor ou pior são as pessoas, pois são elas que votam e escolhem os representantes; são elas que ficam caladas quando deveriam se manifestar; são elas que pagam os tributos sem exigir a contrapartida de serviços públicos adequados; são elas que corrompem ou aceitam propinas; são elas que fazem vista grossa aos ilícitos e reclamam das leis; e são elas que aceitam o cabresto da segregação social. 
Quem são essas pessoas? Somos todos nós, brasileiros, independentemente da condição financeira, do nível intelectual, da raça, do sexo, da cor, do credo, da opinião ou da classe social. As pessoas têm defeitos, erram muito, mas podem sempre corrigir o rumo e adotar atitudes cívicas e civilizadas. Nunca é tarde para as pessoas se redimirem, fazer o mea-culpa e assumir novas posturas na defesa do certo, do ético e de tudo aquilo que representa o interesse da coletividade cidadã.
Se queremos um país melhor, devemos nos tornar melhores aos olhos do Brasil e do mundo. Não resolve reclamar e ficar deitado em berço esplêndido. A solução está no bom exemplo, na educação, no trabalho, na solidariedade, na cidadania e no legado que cada um deixará para as gerações vindouras. Este é o nosso país, que merece o nosso respeito e a nossa mais absoluta defesa, apesar das mazelas. Esta é a nossa terra, que produz grãos e riquezas, apesar dos pessimistas. Este é o nosso Brasil, que depende de todos nós, apesar das diferenças e das ideologias.
Cabe aos brasileiros darem um basta nos corruptos e na corrupção endêmica. Cumpre ao povo limpar a sujeira deixada pelos canalhas e colocá-los no banco dos réus. Chega de ladrões do dinheiro público. Ninguém aguenta mais a impune politicagem sórdida. Lugar de criminosos por lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva, improbidade administrativa e formação de quadrilha é na cadeia. Não há como suportar ídolos de barro, investigados e condenados, que mancham o nome do nosso país, querendo se passar por inocentes perseguidos. Basta de hipocrisia, pois, o Brasil de hoje é melhor que o de antes, e com a força e o trabalho de brasileiros honrados será melhor ainda, amanhã.  
 
Vamos acreditar no Brasil, no seu desenvolvimento e no seu crescimento nos mais diversos setores da vida empresarial e social. Caso o brasileiro não acredite no seu país, quem vai acreditar? Pertence ao cidadão o inarredável dever de ser exemplar na sua conduta, de forma que ele não admita atos de vilipêndio em lugar algum do território nacional. Seja ele, cidadão, seu próprio modelo, não se deixando levar pela ganância nem pela apropriação indébita. Faça o cidadão aquilo de que se orgulhe e jamais do que possa se envergonhar. Acreditar no Brasil é acreditar no seu povo, que, se espera, seja a cada dia mais inteligente e exigente com a condução e o uso da coisa pública. 
 
Já passou da hora de nós, brasileiros, assumirmos nossas responsabilidades, pegar na rédea do cavalo ou no leme da embarcação e exigir que os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhem pelo povo, para o povo e com o povo. Não lhes foi dada nenhuma permissão para ações parciais ou deliberadamente pessoais em detrimento dos interesses macros da população. O Brasil é um excelente país e precisa ser colocado em lugar de respeito e de destaque, não se cogitando, jamais, abandoná-lo ou desmerecê-lo. O Brasil é dos brasileiros, mas daqueles que trabalham dia a dia para honrá-lo e projetá-lo ao topo do mundo.
 
Sejamos autênticos na defesa incontinenti do nosso país. Saibamos ser cidadãos no pedido pelos direitos, mas também no cumprimento dos deveres. A cidadania é isso, ter garantias fundamentais, respeitar as leis, votar em candidatos probos e de ficha limpa, zelar pelo bem comum, usar com responsabilidade o direito à livre manifestação, preservar incólume o direito de ir e vir, trabalhar pela justa inclusão social, exigir melhores condições nas áreas da saúde, da educação, da segurança pública, da moradia, do lazer e do trabalho, e proteger a infância, os idosos e os desamparados.
 
Enfim, sejamos filhos de um país que aprendeu com seus próprios erros, deu a volta por cima e passou a privilegiar a primeira infância; que preservou o meio ambiente e plantou árvores; que fortaleceu os negócios e investiu na produção com qualidade; que ofereceu escolas, livros e bons educadores; e que incentivou homens e mulheres a se tornarem agentes transformadores em face de uma sociedade livre, digna e cidadã.    
 
 


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