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Estado de Minas editorial

Avanços no ensino

No meio do caminho está o ano de 2020, com escolas fechadas


17/09/2020 04:00 - atualizado 16/09/2020 21:58

Quem fica parado não estaciona. Fica para trás. A razão é simples: ninguém é uma ilha. Como os outros avançam, a diferença cresce. A observação vem a propósito da divulgação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2019. O ensino médio permaneceu 12 anos estagnado. Agora, avançou – saltou de 3,8 para 4,2.

A melhora não se restringiu a esse nível de ensino. Observou-se nas demais etapas escolares. Na fase inicial – do 1º ao 5º ano –, o índice passou de 5,8 em 2017 para 5,9 em 2019. No mesmo período, a segunda fase, que abrange do 6º ao 9º ano, progrediu 0,2 ponto – de 4,7 para 4,9.

Trata-se de fato alvissareiro, mas insuficiente. Exceto nas séries iniciais, o país correu, mas parou no caminho, sem conseguir cruzar a linha de chegada – a meta fixada para cada etapa. Na segunda fase do ensino fundamental, era de 5,2. No médio, 5. Veja-se que não se exige nenhum desempenho excepcional, apenas médio. Mesmo assim, a nota foi vermelha.   

O Brasil tem longo caminho a percorrer, sem permissão para acidentes de percurso. Dois desafios exigem enfrentamento urgente. De um lado, retomar o trem da história, deixado para trás pelo descaso e desconexão com o saber. De outro, acelerar a velocidade para encontrar os que o ultrapassaram e continuam a correr porque querem manter a posição.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo indicador, o objetivo é melhorar os índices para atingir o patamar educacional da média dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). A meta: Ideb igual a 6 em 2022, ano do bicentenário da Independência.

Como é calculado a cada dois anos, até lá haverá só mais um Ideb – com dados de 2021. Estados e municípios têm de acelerar além do programado. No meio do caminho está o ano de 2020, com escolas fechadas, deficiência do ensino a distância, milhares de estudantes marginalizados, sem acesso à internet ou ao domínio da tecnologia.

Na volta às aulas, as instituições de ensino têm de estar preparadas para, além de acolher alunos traumatizados pelos efeitos da pandemia, prepará-los para recuperar o tempo perdido. Estratégia precisa ser cuidadosamente traçada para enfrentar o novo normal – com turmas reduzidas e exigência de cuidados especiais para manter a saúde, ressocializar os discentes e promover o acesso ao conhecimento. Não é pouco.


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