Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. ASSINE AGORA >>

Publicidade

Estado de Minas

Um novo problema no espaço

Mais de 20 mil objetos maiores do que 10 centímetros, totalizando quase 7 mil toneladas, estão em órbita da Terra


15/09/2020 04:00

Vivaldo José Breternitz
Doutor em ciências pela Universidade de São Paulo e professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie 

A SpaceX é uma empresa fundada por Elon Musk que se dedica à área espacial. Um de seus negócios é a criação da constelação de satélites Starlink, que pretende dar suporte a um novo sistema de comunicações via internet.

Há poucos dias, foram lançados por um foguete Falcon, também da SpaceX, mais 60 desses satélites – já existem 713 em órbita e a constelação deverá ter 1.440 deles, em prazo relativamente curto. Para cobrir toda a Terra, fornecendo serviços de banda larga, a empresa pretende chegar a 12 mil satélites, cada um pesando 227 quilos. O Falcon partiu da base de Cabo Canaveral, de onde foram lançados os mais célebres veículos espaciais americanos.

Já está no espaço, no que se chama "órbita baixa", abaixo de 2 mil quilômetros de altitude, uma enorme quantidade de outros engenhos. Sendo que outros mais devem chegar, como o brasileiro Amazonia-1, que será lançado em 2021, os da Athena, uma constelação que o Facebook pretende lançar com objetivos similares aos da Starlink, e outros.

Esse intenso tráfego espacial começa a preocupar os especialistas: relatório produzido pelo European Southern Observatory, entidade formada por governos europeus, alerta que satélites em órbita baixa, devido à sua capacidade de refletir a luz do Sol, podem trazer problemas a programas científicos que requerem observações noturnas. Entre esses programas estão a busca de asteroides potencialmente perigosos para a Terra e o estudo da radiação visível e das ondas gravitacionais provenientes do espaço.

Uma forma de minimizar esse problema seria posicionar os satélites em altitudes inferiores a 600 quilômetros, o que, no entanto, acabaria por torná-los menos eficientes em termos de cobertura.

Outro problema nessa área é a presença do lixo espacial: mais de 20 mil objetos maiores do que 10 centímetros, totalizando quase 7 mil toneladas, estão em órbita da Terra, sendo que alguns deles têm velocidades que se aproximam dos 10 quilômetros por segundo.

Esses objetos, restos de foguetes e satélites, representam perigo para as missões espaciais, pois mesmo um fragmento minúsculo, viajando em alta velocidade, pode danificar naves e até causar a morte de astronautas que estiverem a bordo. Além disso, satélites em operação podem ser atingidos, gerando inúmeros problemas, especialmente na área de telecomunicações, podendo até mesmo paralisar o sistema GPS e outros similares.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade