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O novo paradigma da liderança


27/08/2020 04:00

 Cristiana Maranhão
Presidente da Suse para a América Latina

Entre as diversas mudanças que a pandemia de COVID-19 deve provocar, ou acelerar, uma que deveremos acompanhar bem de perto é a do perfil das lideranças corporativas. É uma transformação que já vinha em curso e que vai ganhar velocidade, acompanhando a mudança nos hábitos e no perfil dos consumidores.

Na verdade, uma será consequência da outra. Isso porque os consumidores estarão interessados não apenas em produtos e serviços, mas no propósito e nos valores das empresas das quais consomem. Nesse novo mundo, os valores que guiam nossas decisões é que vão direcionar as empresas e seus resultados vão variar de acordo com as diferentes visões de mundo.

O que vai garantir o sucesso das empresas é o que elas terão no centro de sua cultura. E para isso será preciso que as lideranças estabeleçam os valores que vão conduzir a entrega de resultados. Isso vale para países, empresas ou projetos.

No caso das empresas, valores e cultura são construtos teóricos muito claros: eles orientam as decisões, definindo o que é certo e errado dentro de cada um de nós. Um bom exemplo de como isso se constrói dentro das empresas é a questão da diversidade. Há empresas que prezam e respeitam a diversidade e não se deixam afetar por isso. Como resultado, já há estudos comprovando que essa atitude aumenta a produtividade, o que reforça a posição da empresa em relação a isso.

Mas a diversidade é apenas um exemplo. No nosso caso, acreditamos que tudo o que produzimos tem que estar disponível para que todos aproveitem o conhecimento e, em cima dele, construam algo ainda melhor. Acreditamos estar indo para um lugar em que a inovação não pode ser propriedade de alguém, mas parte da comunidade.

E não há compartilhamento de conhecimento sem trabalho colaborativo. No chamado novo normal, deveremos trabalhar dessa forma, com foco em realizar para todos. É basicamente o que temos visto na busca pela vacina para a COVID-19. Nunca se viu tal nível de colaboração como agora, na busca da cura.

Toda essa situação tem provocado uma quebra de paradigma que vai levar ao crescimento da colaboração. Ela estará no centro das empresas e, com isso, será preciso descobrir novos modelos de negócio e de liderança. As empresas terão que trazer para a comunidade projetos nos quais acreditam e conseguir a colaboração das pessoas porque elas também acreditam.

É aqui que muda o conceito de liderança. Deixamos de lado o modelo hierárquico e o chefe, adotando o modelo colaborativo e o líder engajador. Na comunidade, sua voz fica mais forte à medida que você contribui mais com ela. O novo líder vai conquistar espaço na comunidade, tendo seu valor diretamente relacionado à contribuição que ele dá.

Esse novo perfil deve exercitar uma atitude engajadora, deixando claro que sua participação tem relação direta com seu propósito. Isso é que fará o colaborador querer trabalhar em um projeto: saber que ele vai na mesma direção que seu propósito. Também é isso que fará o nível de produtividade crescer tremendamente. O líder engajador será aquele que encontrar propósitos comuns entre o projeto da empresa e o projeto de vida do colaborador.

Esse é o líder do qual as empresas, mesmo que ainda não saibam, vão precisar. E vão precisar muito antes do que imaginam.


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