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O impacto do adiamento da Olimpíada no Japão


postado em 25/06/2020 04:00 / atualizado em 24/06/2020 19:57

Koji Yoshida
Sócio-líder do escritório do Japão da KPMG no Brasil

O adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio deste ano para julho e agosto de 2021, devido à pandemia da COVID-19, impactará inúmeros setores econômicos do Japão. Há diversas estimativas sobre o impacto econômico que será causado pelo adiamento. Estudo feito pelo professor emérito Katsuhiro Miyamoto, da Universidade de Kansai, é estimado o valor de 640 bilhões de ienes (aproximadamente, R$ 36 bilhões). A alteração do evento foi extremamente fundamental para preservar a saúde de todos, porém, trará inúmeras consequências para um país conhecido pela sua extrema organização.

Os outros eventos que estavam programados para julho e agosto de 2021 terão suas datas alteradas, pois os espaços nesse período serão agora utilizados para a Olimpíada. Essas realocações afetam não apenas as empresas organizadoras dos eventos, como também outras empresas que estão em sua volta. Além disso, a vila olímpica, criada para abrigar os atletas, estava prevista para ser remodelada após a competição para se tornar 5.632 imóveis, que seriam entregues aos compradores a partir de março de 2023. Caso o planejamento das entregas seja prorrogado devido ao adiamento da Olimpíada, há uma preocupação sobre as pessoas que já adquiriram os imóveis, pois poderão ter um gasto adicional para buscar moradias durante esse período.

Com o adiamento dos jogos, é esperado que a maioria dos setores sofram impacto. Entre esses, é possível apontar o setor de hotelaria como um dos mais afetados. De acordo com a agência de turismo do governo japonês (JNTO), em 2019, houve um aumento de turistas estrangeiros em 2,2% ante o ano anterior, devido à Copa do Mundo de Rúgbi, realizado naquele ano, totalizando 31 milhões de visitantes e sendo o maior número registrado desde que se iniciou a estatística, em 1964. Vários hotéis foram construídos mirando o evento, expandindo o número de dormitórios disponíveis. Porém, com a expansão de casos de COVID-19 e adiamento da Olimpíada, é certo que em 2020 o número de turistas estrangeiros reduza drasticamente. De acordo com o Teikoku Data Bank, até o período de 11 de maio deste ano, 81 empresas japonesas faliram devido aos efeitos da COVID-19, sendo 33 do setor de hotéis, o que demonstra o quão imediato estão sendo os efeitos. Mesmo para 2021, quando será realizada a Olimpíada, há dúvidas se o número de visitantes estrangeiros será aquela esperado anteriormente.

O governo japonês divulgou um pacote econômico de 108 trilhões de ienes (aproximadamente, R$ 6 trilhões) para amenizar os efeitos econômicos da pandemia da COVID-19. Uma das medidas é a concessão de um auxílio financeiro de 100 mil ienes (aproximadamente, R$ 5.550) para cada cidadão, o que inclui também os atletas que os representarão nos jogos. Essa é uma das medidas para sustentar a economia japonesa, porém, também é mirada aos atletas. Há casos de atletas com dificuldades financeiras que estão trabalhando como entregadores de aplicativos, o que demonstra a necessidade de suporte para que eles mantenham sua motivação e possam se preparar adequadamente.

Torcemos para que até julho do ano que vem a pandemia termine e possamos acompanhar as atuações dos atletas do mundo todo na Olimpíada de Tóquio.


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