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Estado de Minas

Caixa de pancadas. Bom de briga e forte, resiste


postado em 25/05/2020 04:00

Fábio P. Doyle
Da Academia Mineira de Letras
Jornalista

O Brasil parou. Os governos federal, estaduais, municipais, empresas públicas, até a movimentação de carros e pessoas nas ruas de todas as cidades do país. Nunca nossa história registrou tamanha paralisação. Paralisação que, obviamente, provoca danos profundos no bem-estar das pessoas, das famílias, graves e alguns irrecuperáveis na nossa economia, como nação.

A causa não é uma apenas, a do novo coronavírus. Certamente, a principal. E até justificável, por buscar, com confinamentos, com quarentenas, preservar a saúde da população e salvar vidas. Confinamentos e quarentenas, que muitos condenam, obedecidos pela maioria daqueles dotados de recursos financeiros, de fundos de reserva que assegurem sua alimentação, sua subsistência, e a de suas famílias. O que não acontece com os que precisam trabalhar e receber para sobreviver, para alimentar e sustentar os que deles dependem financeiramente.

A outra causa da paralisação é injusta e impatriótica, inspirada em mesquinhos propósitos partidários destinados a impedir o normal funcionamento da administração pública, prejudicando o governo Bolsonaro, que buscam derrubar, e o combate à pandemia, que pede união e solidariedade.

Nunca, repito, na nossa história, um presidente foi tão perseguido, tão hostilizado por adversários políticos por ele derrotados em 2018. E massacrado por parte da mídia, jornais, revistas, tvs, dominada, nas redações, pela esquerda comunizante. Virou, injustamente, uma "caixa de pancadas", como dizia meu pai. Mas, forte e bom de briga, ele resiste.

Bolsonaro, como todos nós, tem qualidades, é honesto e patriota, e defeitos, o maior deles é falar demais, especialmente em entrevistas. Por falar o que não deve, torna-se vítima fácil de jornalistas manipuladores. É alvo de denúncias diárias, de pedidos de abertura de inquéritos, de impeachment. Até de quebra de sigilo de temas que envolvem a segurança nacional, como o famoso vídeo liberado pelo ministro Celso de Mello, do STF. Tudo gerando gasto de tempo pelo presidente em contestações, retificações, que deveria ser usado em gestão da coisa pública.

Quem era o diretor da Polícia Federal de FHC, de Lula, de Dilma? Os jornais, naquela época, investigavam currículos e antepassados dos auxiliares do presidente? A troca de ministros era assunto de debates? Pedidos de demissão, como o de Regina Duarte, seriam transformados, desonestamente, em munição contra Lula ou Dilma? Reuniões informais da cúpula eram gravadas e manipuladas por um ministro, para ser usadas contra um presidente? Algum jornal pediria ao STF quebra de sigilo? Negativo. É o que está acontecendo com Bolsonaro, para desgastá-lo, para solapar seus projetos, para deixá-lo irritado, levando-o a um "cala boca" indevido, em entrevista na rua a caçadores de manchetes comprometedoras.

O presidente é constrangido a se defender até de ex-aliados, ou falsos, como do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, que o acusa de interferir na PF, subordinada àquela pasta. Ninguém percebeu, até agora, que o próprio Moro absolve o acusado ao dizer que Bolsonaro lhe sugeriu, como ministro, a tal interferência. Se sugeriu, não interferiu, limitou-se ao pedido feito a quem devia pedir, seu auxiliar. O presidente não usou o direito constitucional de se dirigir diretamente ao diretor da PF e ao superintendente no Rio de Janeiro. Logicamente, pode-se nomear e destituir aqueles servidores, pode com eles dialogar. Não fez, não interferiu.
Mais: Paulo Marinho, empresário carioca, eleito por Flávio Bolsonaro seu suplente na chapa para o Senado, rompeu com o benfeitor, dizem por não ter sido nomeado ministro do Turismo. Uniu-se a adversários do presidente e denunciou à Justiça aquele que o fez, sem votos, suplente de senador. Mais traição, mais ingratidão.

Ufa. Chega de notícia ruim. Vale elogiar o governador que os mineiros elegeram de forma surpreendente, pois derrotou Antonio Anastasia, o favorito. Romeu Zema é um novo Itamar Franco, presidente da República que reduziu a inflação com Arida, Malan e Franco, pais do Real, de mais de mil por cento para quase zero e, como governador, restabeleceu a austeridade mineira. Zema, como Itamar, assumiu discretamente, tomou decisões inusitadas e dignas de aplausos: reduziu o número de secretarias; vendeu jatinhos tão usados pelo antecessor, o petista Fernando Pimentel; comprou, com seus recursos, uma casa para morar em BH, transformando o Palácio das Mangabeiras em museu. Não segue nenhuma ideologia, critica e apoia com independência e isenção medidas tomadas pelo presidente Bolsonaro, enfrenta opositores sem agredi-los. Mineiro da melhor cepa, como se dizia antigamente.

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