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Cuidados com as crianças na internet

É importante que a família acompanhe o acesso aos conteúdos na internet


postado em 20/04/2020 04:00




Nathalia Pontes
Especialista em pesquisa e desenvolvimento educacional na PlayKids

A pandemia pela COVID-19 tem causado inúmeras mudanças na convivência das famílias, tanto no quesito das novas práticas de higiene quanto na relação entre os moradores da casa por causa do isolamento social. Os pais, muitos trabalhando remotamente, estão tentando dar conta das atividades do emprego, cuidar da casa e, ainda, dar atenção às crianças, que estão com as aulas suspensas. Neste cenário, os pequenos acabam passando mais tempo na internet e isso acende um novo alerta: a segurança deles no universo digital.

A discussão sobre o tema é vasta, já que pesquisa realizada pelo Google revelou que 40% dos responsáveis dizem temer o contato com estranhos no ambiente on-line. Para garantir proteção, alguns cuidados simples podem evitar muitos riscos, como a utilização de regras e filtros do que é disponibilizado em sites e aplicativos ou através de plataformas exclusivas, que selecionam, a partir de uma curadoria humana, os conteúdos disponíveis.

É importante que a família acompanhe o acesso aos conteúdos na internet, mas é comum vermos casos de crianças soltas na imensidão digital. De acordo com estudo realizado pela Kaspersky, 52% dos pais não veem necessidade em regular a atividade on-line de seus filhos. Nesse aspecto, temos ainda uma linha tênue entre controle parental e a liberdade e privacidade das crianças e dos adolescentes. No entanto, o aumento preocupante de casos de pedofilia, extorsão, cyberbullyng, acesso a vídeos impróprios e até alguns tipos de jogos são motivos mais do que legítimos para resguardar os pequenos de ter acesso total à rede.

Em muitos casos, os adultos enxergam a internet apenas como uma fonte de entretenimento e acabam não se atentando aos riscos iminentes que o ambiente digital apresenta. Para isso, inserir a educação digital na rotina dos filhos, desde cedo, preocupar-se com a própria educação digital e manter uma conversa aberta sobre o tema dentro de casa é fundamental.

Bloquear o acesso pode ter o efeito contrário, pode ser um erro que aumente ainda mais o risco. A geração de hoje já nasce inserida no universo digital e a proibição é prejudicial em vários aspectos. A última pesquisa TIC Kids On-line Brasil mostrou um número impressionante: 24,3 milhões de crianças e adolescentes acessam a internet com certa regularidade no país.

Escutamos sempre que o tempo que a criança usa aparelhos digitais, o chamado tempo de tela, é o grande problema. Quando, na realidade, o foco deveria ser no conteúdo que essa criança acessa através da tela. O ponto-chave é partir para uma conversa com orientações francas e objetivas com os filhos, de acordo com a idade. Assim, as crianças terão mais capacidade e autonomia para discernir sobre o que é saudável assistir. Quando os pequenos sentem que estão em um ambiente acolhedor e seguro, fica mais fácil que eles mesmos criem discernimento e sintam confiança de contar para a família quando algo impróprio é apresentado.



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