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Estado de Minas EDITORIAL

Alerta da Antártida

Com o derretimento, a água vai se misturar à dos oceanos, tornando-se imprópria para o consumo


postado em 15/02/2020 04:00

O termômetro chegou a 20,75oC na Ilha de Seymour, na Antártida, no último dia 9, segundo o cientista brasileiro Carlos Schaefer, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ele é um dos integrantes do projeto Terrantar, que monitora os impactos das mudanças climáticas em 23 locais da região. No continente gelado, em condições normais, a temperatura oscila entre 10oC e 60oC negativos. O dado atual foi avaliado como preocupante por especialistas e cientistas e acendeu a luz amarela.
 
A elevação da temperatura tem muitas implicações negativas para todo o planeta, a começar pelo aumento do volume de água nos rios e nos oceanos. As inundações, que fazem milhares de vítimas no verão, poderão ser mais intensas. No Brasil, a chegada da estação não é só temporada de praia, mas também de grandes desastres devido às tempestades. Os rios transbordam e arrastam o que encontram pela frente. Mortes e danos materiais irreparáveis compõem o rastro de tragédias a cada início de ano.
 
O derretimento das geleiras afetará sobremaneira as populações dos países insulares, como Reino Unido e Japão, entre outras nações com menor território. Para alguns, não será surpresa se o fluxo migratório se acentuar. Sem dúvida, quem vive nessas áreas de risco não hesitará em deixá-las em busca de terra firme.
 
A oferta de água potável para a humanidade também estaria comprometida. Estima-se que 75% da água doce do planeta está aprisionada no gelo. Desse total, 90% estão na Antártida. Com o derretimento, essa água vai se misturar à dos oceanos, tornando-se imprópria para o consumo. Haverá ainda uma alta liberação de gás metano aprisionado nas geleiras – algo estimado em cerca de 50 gigatoneladas –, que, além de ser tóxico, é uma das causas do efeito estufa. No campo da saúde, o impacto viria com a liberação de vírus, bactérias e produtos químicos aprisionados no gelo. Nesse caso, a humanidade voltaria a enfrentar doenças até então consideradas erradicadas.
 
Albert Einstein, físico alemão, morto há 65 anos, avisou: “A natureza quando agredida não se defende, ela apenas se vinga”. Foi uma das primeiras advertências sobre as consequências das relações predatórias do homem com os recursos naturais. Ao longo dos anos, os meios de produção ignoraram o aviso de Einstein, autor da lei da relatividade, e só perceberam que ele tinha razão quando os fenômenos climáticos se tornaram mais intensos, com prejuízos para todos os lados.
 
Hoje, mais de 190 países estão engajados em rever a exploração de matérias-primas ofertadas pelo meio ambiente e estimulam comportamento menos agressivo com o patrimônio natural – zero de desmatamento e redução das emissões de gases de efeito estufa – e também empenhados em buscar o desenvolvimento sustentável. Não há mais dúvida de que a vingança da natureza não será relativa.


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