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Estado de Minas

O docente e a era digital da aprendizagem


postado em 24/01/2020 04:00



Renato Casagrande
Palestrante, conferencista e consultor em liderança educacional

Com os avanços ocorridos nos dois últimos séculos, a educação tem encontrado dificuldades em acompanhar os desenvolvimentos econômico e tecnológico, caracterizados basicamente pela transição do estágio da produção artesanal para a industrial e desta para a tecnológica.

A economia e o mercado de trabalho vivem mudanças céleres, o modelo educacional pouco se transformou e, quando mudou, o fez de maneira lenta e sem efetividade. A tecnologia, em especial a informática, no que concerne ao ambiente educacional, ainda é mal utilizada e não cumpre, em muitos casos, suas finalidades fundamentais. Esse descompasso propõe uma análise sobre a importância de como utilizar as novas tecnologias na educação e como isso tem gerado insegurança junto à classe docente, já que a grande maioria não se sente preparada para lidar com algo que parece complexo.

O desafio é grande, pois, além de não estar confortáveis com a chegada de novas tecnologias no contexto da escola, os agentes educacionais – gestores e professores – não estão aptos para o uso de tais ferramentas e a falta de informação e insegurança quanto ao destino da profissão fizeram com que se desenvolvesse, no âmbito da escola, um foco de resistência que até hoje perdura e atrapalha a implantação de novas tecnologias.

Por outro lado, houve falhas na implantação da informática na escola. Não se criou uma estrutura de suporte ao educador para lidar com a tecnologia. Logo, para muitos educadores, a revolução tecnológica na educação surgiu não só como um grande problema, mas como um mito.

Com o passar do tempo, no entanto, ficou comprovado que o uso das tecnologias de comunicação e de informação contribuem significativamente para que professor e aluno interajam com mais propriedade no processo de ensino e de aprendizagem.

Entre tantas outras possibilidades, contamos com motores de buscas inteligentes, a partir de comandos verbais, que utilizam a comunicação natural e a tradução simultânea. Os programas educacionais tornaram-se mais atraentes a partir do uso de áudio e vídeo.

Observamos ainda um leque de possibilidades para os estudantes organizarem e criarem conteúdo a partir de grupos e comunidades com os quais se mantêm conectados, associados a uma infinidade de recursos de mobilidade que ocupam, cada vez mais, um espaço considerável na vida das pessoas.

Importante ressaltar que os professores têm avançado mais no campo das novas tecnologias educacionais e estão descobrindo variados usos criativos e significativos, o que contribui para que os alunos se reconheçam como aprendizes por toda a vida.

No entanto, é oportuno lembrar que ainda temos alguns fatores limitantes e que postergam o avanço do uso das novas tecnologias no ambiente escolar. Para muitos professores, o principal fator ainda reside no receio de perder o controle sobre suas aulas e as atividades realizadas. Portanto, as instituições precisam desenvolver ações e programas que minimizem esses problemas e contribuam para a formação continuada do corpo docente, além de dotá-lo de maior capacidade para lidar com as novas tecnologias.

No debate sobre o uso das novas tecnologias, é preciso discutir o modelo educacional linear utilizado no meio educacional e que limita a utilização das novas tecnologias. O modelo que torna o aluno passivo, que memoriza e repete informações, não cabe mais aqui. 

É necessário promover uma mudança na mentalidade dos principais agentes envolvidos: professores, alunos e pais. Para isso, é fundamental alterar o atual modelo de educação e considerar a rica contribuição que as novas tecnologias oferecem para qualificar a formação que os estudantes de hoje necessitam.



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