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Estado de Minas

País ganha olimpíada mundial


postado em 13/11/2019 04:00

Renato de Mendonça
Físico, doutor em engenharia de materiais 
(Ufop), com pós-doutoramento em 
engenharia nuclear (SCK-CEN/Bélgica)
 
No início do mês, estudantes mineiros ganharam a Olimpíada Nuclear, competição mundial organizada pela Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), em Viena, Áustria. Os mineiros representaram o Brasil com louvor em uma competição que visa proliferar o uso pacífico da tecnologia nuclear no mundo. A grande final contou com participantes dos Estados Unidos e China, porém, Vitor F. Almeida, Anna F. Peluso, Edilaine da Silva, Luciana Ribeiro e Nathalia Medeiros conseguiram impressionar os juízes e venceram.
 
Na competição, universitários de todo o mundo apresentaram trabalhos sobre o uso pacífico de tecnologias nucleares. É fato que devido às tragédias nucleares, como o acidente de Chernobyl (1986) ou a explosão da bomba de Hiroshima (1945), essas tecnologias provocam aversão na sociedade. Mas, atualmente, as atividades nucleares têm aplicações benéficas em áreas diversificadas. Elas são usadas na caracterização de materiais e empregadas para salvar vidas no mundo todo, seja no tratamento de câncer, seja no diagnóstico de doenças, ou mesmo na esterilização de produtos.
 
Para a conquista de 2019, a equipe campeã realizou uma pesquisa de opinião sobre a aceitação das tecnologias nucleares pela sociedade. Observaram que o estranhamento, a aversão se relaciona diretamente com o desconhecimento. Por exemplo, os radiofármacos propiciam a realização de quase um milhão e meio de procedimentos de medicina nuclear por ano, no Brasil. Entretanto, nota-se que parcela reduzida da população conhece ou ouviu falar sobre a produção desses compostos radioativos, que podem ser empregados na identificação ou tratamento de tumores.
 
Ainda o grupo vencedor produziu um vídeo sobre as aplicações das tecnologias nucleares. No vídeo, disponível no YouTube com o título "Uses of radiation in our lives", são apontadas algumas vantagens na produção de energia nuclear, como a não emissão de gases de efeito estufa, o emprego de áreas reduzidas e a independência de condições climáticas específicas, como presença de ventos e chuvas. O vídeo é uma boa contribuição e também discute o uso de radiações para eliminar fungos e bactérias de alimentos, consequentemente, aumentando a resistência à degradação destes ao longo do tempo. Vale a pena assistir.
 
Vale, também, destacar o feito, ganhar uma competição mundial é digno de celebração. É motivador testemunhar mineiros apresentarem trabalhos de ciência com competitividade mundial. É uma vitória da ciência brasileira. Que os ganhadores da Olimpíada Nuclear sejam um exemplo de inspiração para os estudantes brasileiros. 


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